segunda-feira, maio 05, 2014

Colecionador de Nuvens - Dia do Nada 2014



            Muita gente tem um passatempo na vida. Uns colecionam carros, outros colecionam selos. Há pessoas que usam seu tempo livre para praticar um esporte. Outros, para se divertir. Há os que esperam chegar o fim de semana e vão ao bar, beber. Ou saem para dançar. Quanto a mim, todo tempo que me sobra gasto em preencher uma coleção que jamais chegará ao fim. Eu coleciono nuvens. É. Nuvens. Todas as tardes, antes do sol se colocar inteiramente no poente, saio apressado portão afora de casa à cata delas, que se modificam velozmente e se tornam outras e mais outras. E no outro dia é tudo igual, mas também é tudo diferente. Não se repetem as formas. Mas também não se repetem as cores que elas capturam do céu, tornando-as únicas a cada olhar.
            Você deve estar se perguntando como eu as capturo para a minha coleção, mas não se coleciona nuvens como quem coleciona seixos, por exemplo, pois nuvens são muito mais etéreas, sem chegar a ser como os sonhos. Quem coleciona sonhos sabe que não pode contar com o volume, densidade, espessura ou textura da forma em suas mãos, ainda que, no sonho, aquilo que foi sonhado pareça real. Digamos que uma coleção de nuvens é mais parecida com uma coleção de estrelas, apenas que você não pode contar com mapas para catalogá-las e juntá-las em constelações.
            Todavia, para além das categorias dos nimbos, cúmulus e cirros e as derivações que se fazem destas, desenvolvi uma técnica própria para torná-las, ainda que de modo efêmero, minhas. Aquela, gorda, grande e branca que deixa-se contaminar por um raio de luz vermelha, ela agora está grávida de cor. Calculo seu tamanho pela proporção que varia da volúpia carnal à distância do beijo leal entre dois amigos. Outra, que desce cinza escuro do céu para pousar na linha do horizonte, concebo-a como nuvem macho e sei que é dada aos sentimentos. Por pouco não chora, fechando o dia para melancolias ou uma sessão de pipocas diante da TV. Algumas, mais extrovertidas, me pedem para tirar foto delas (você não sabia que nuvens gostam de tirar fotos?). E é por meio das fotos que elas me concedem tirar que me distingo delas e evito tornar-me um nefelibata. Se assim fosse, não poderia sentir forte vontade de morrer, quando o avião decola e as recorta enquanto ganha altitude, como aconteceu da última vez. Era como se transpassássemos uma cadeia de montanhas gigantescas ou, senão, uma imensidão macia de cores quentes e frias se misturando ao branco e cinza e prateado e dourado sobre o azul do céu de fim de tarde. Aquilo era o paraíso que mamãe me contava. Que tinha um Deus sorridente me esperando para a eternidade. Era aquilo que eu queria ter, mas sabia que não pertencia àquilo, ainda.
            Desde então, tenho cada vez mais me afeiçoado e me aperfeiçoado na técnica de colecioná-las. Todo pôr-do-sol é oportunidade. Toda chuva se armando de um dos lados da cidade é motivo para mais uma busca. Hoje é um arco íris inteiro. Amanhã, uma franja em forma de nuvem. Depois, um carneirinho, um elefante, um dragão. Tenho todas elas e nenhuma delas é minha, porque são do instante. São de quem consegue ver pureza e graça em nada ser. São de quem se deixa ser delas e se tornarem, também, efêmeros com elas. E livres, uma vez que são filhas da água e sacerdotes do vento.
            Posto, abaixo, algumas amostras de minha coleção. No entanto, perdi as fichas de informação sobre as imagens e não sei mais exatamente do que se tratam, dado que minha surpresa, diante de tanta beleza, tirou a concentração e nada pude fazer senão o click da foto. Peço a gentileza, caso alguém se permita a vê-las e, vendo, tiver desejo de nomeá-las e comentar sobre elas, que assim o faça, certo de que farei desses comentários a legenda de minhas nuvens, compartilhando, em autoria, tal esforço de catalogação.














quinta-feira, maio 01, 2014

DDN 2014 - convocatória


Caros nadistas, próxima segunda feira já é o DDN 2014, em sua 13ª edição. Minha proposta para este ano é a mais simples possível. Que cada um, do canto que estiver faça acontecer alguma situação nadística. Isto é, convido-os todos para, em algum momento do dia deitar-se na rede para um momento e de relax; brincar com o cachorro sem pensar que aquela hora você deveria estar estudando ou trabalhando; bater uma bola de tarde para relaxar; soltar pipa com a criançada, dormir, tirar algum som para ninguém ouvir, etc. etc. como vocês podem ver no nosso blog: http://nothingday.blogspot.com/ De minha parte, ainda não decidi direito, mas é possível que eu leve uma rede de dormir para uma praça no centro da cidade de Goiânia e passe lá uma parte da tarde. Do seu 'nada' eu gostaria de receber fotos, vídeos ou gravações de áudio para poder alimentar o blog e dar sequência a esse evento que todos nós curtimos. Se quiserem mais informações, entrem em contato. Um abraço e um beijo a todos os irmãos e irmãs de vadiagem (tipo de jogo de capoeira).

NO NEWS

https://www.youtube.com/watch?v=Q4pY3QtiGyo&feature=youtu.be

quarta-feira, outubro 30, 2013

“Sejamos preguiçosos em tudo, exceto em amar e em beber, exceto em sermos preguiçosos.”

segunda-feira, maio 06, 2013

Reflexões sobre o DDN e apontamentos para os próximos anos


O primeiro DDN foi em 2002, na praça em frente às lojas Pernambucanas, do lado da Catedral, no centro de Londrina. Foi o DDN regional. Benatto, Fernando Martinez, Luizão, Maria Angélica Abramo e uma galera da boa, entre eles meus colegas de faculdade, à época. Demos o nome àquela praça de Pasmatoria Geral da República. Lula iria disputar a presidência e o Marcelinho Henrique, sempre arguto, me disse: "se o Lula passasse aqui perto, certamente desviaria seu caminho para não se esbarrar conosco".

Hoje tive a mesma sensação na UFG, deitado na rede, entre a Biblioteca, a FAV e a Escola de Música. Alguns olhares de desaprovação e gente passando rapidinho, tentando evitar conversa. Achei isso sintomático, mas não espantoso em nossa sociedade onde o Tripalium sacrificial tornado trabalho foi naturalizado. Aqui, nesta Goiânia 'trabalhadêra', é preciso nervos fortes contra a visão hegemônica petencostal, martelando 'que o trabalho enobrece'. Mas, vamos aos fatos: quando Max Weber escreveu A Ética Protestante no Espírito do Capitalismo, ainda não existia nem a progressista cidade de Goiânia no mapa. Ou seja, muito Edir Macedo veio 'picaretear' a fé por aqui depois disso, ainda. Pregar o ócio como resistência cultural onde impera o ditado "cabeça parada é oficina do demônio" é considerado uma forma de heresia. É preciso refletir, ao invés de repetir, como papagaio, verdades prontas.
Me sinto bem agora, depois de ter lutado contra minha própria insegurança de achar que o tema do Nada não tinha mais como se desdobrar. Percebi enquanto dava comida aos macacos. Lembrei-me de Paul Lafargue, Bertrand Russell e tantos outros que desconstruíram a ideia do capitalismo, reivindicando o 'dolce far niente' como matéria prima de um mundo mais justo.
Senti que posso continuar propondo o DDN e que muita gente vai continuar curtindo essa mirada filosófica, sociológica, religiosa e artística que a data evoca.
Nas próximas edições, forçar o mimetismo com a realidade e o cotidiano pode ser interessante como forma de inserir situações onde a sociedade tenha que se deparar com a própria cultura e seu avesso. Saravá de terno preto, meu irmão! Salve o 11º ano do DDN! Ditado por ditado eu fico com esse, que tem a qualidade de propor, ao invés de ser reativo: "a preguiça é a mãe da invenção". O macaco é nosso irmão!!!!!

DDN 2013 - FAZEMOS QUALQUER NEGÓCIO




Campus da UFG

quinta-feira, março 07, 2013

terça-feira, maio 03, 2011

alguma reflexão sobre desfuncionalização

Desfuncionalização da porra! – com toda a licença poética que um Dia do Nada com o tema de TODO MUNDO NU tem o direito de ter. Em um momento em que o que mais tem é gente querendo se vender ao mercado dando pinta de estar do lado contrário do mercado. Seja o mercado financeiro, seja o mercado de arte. O próprio processo em que aconteceu o DDN deste ano mostrou que o DDN não tem nada a ver com ideologia, mercado, merchandising e nem com aquele arrrrtístico separado da  vida. Utopia? O nome do evento já demostra que é no campo do absoluto que se as idéias e ações no entorno dele se movem: NADA. É pelo desejo do encontro, da camaradagem e, até, de uma pitada de travessura que o evento se realiza já há uma década. Mas muita gente é contra porque a lógica não se encaixa ao nonsense de mostrar que não somos práticos, funcionais e programáveis quanto à ‘modernidade’ nos exige ser. Hora de trabalhar, trabalhar. Hora de descansar, descansar. Consumimos nossas horas consumindo. Até o ócio se tornou produto de consumo. Oras, por que não curtir trabalhando e não trabalhar curtindo? Lembro o primeiro DDN, em 2002, em uma praça em Londrina, quando Marcelinho disse que se o Lula (em campanha para presidente naquele momento) passasse por ali e nos visse, desviava a passeata, fingindo não nos ver. Muitos artistas fingem achar o DDN muito legal, mas a desculpa, já velha, é sempre a mesma: “ué, não era para não fazer nada?” E a minha resposta, sempre na ponta da língua: “era para fazer nada, não para não fazer nada”.
Bem, esse ano começou com uma coisa de se pensar em legalização do nudismo e logo eu vi que não tinha nada a ver (literalmente) levantar nenhum tipo de bandeira. Depois, pintou uma ansiedade de tornar o evento um grande acontecimento, e para mim está claro que o evento é o que ele pode ser, sem forçar nada. Já fizemos eventos com meia dúzia de pessoas é foi antológico. O de 2008, com Giordani Maia, com as faixas no meio da rua foi demais. O de 2005 teve trabalhos incríveis. O de 2003 foi uma das experiências mais interessantes que eu vivi disso que se chama hoje de “intervenção urbana”. Então, não é a quantidade de gente envolvida diretamente que interessa, mas a potência do ato. Agora, em 2011, foi gostoso, simplesmente e, independente da estrutura mínima de uma só pessoa fazendo a fogueira se levantar (e o entusiasmo de poucos e valiosos parceiros) do jeito que foi, foi do caralho! Foi da porra! E essa de ficar pelado foi divertido, foi se desvestir da arte-mercado, da funcionalização das idéias pre-concebidas e dar um tempo – ainda que mínimo – para se carregar do desinteresse amistoso que aquece o encontro entre pessoas desarmadas e cúmplices em seus sorrisos. Aos que foram, beijos, abraços e afagos. Gente, muito agradecido e muito prazer. Aos que acompanharm e aos que torceram, muito agradecido, também. Aos que disseram que iriam e não foram, não tem importância, ano que vem tem mais. E até aos inseridos e defendidos pela ideologia, saibam, isso é só um discurso, na vida real ninguém é contra nada. Nem a favor de tudo.

Fotos DDN 2011 (02)







FOTOS DO DDN 2011 (01)













domingo, abril 10, 2011

Todo mundo nu facebook e no orkut

GALÉRA, ESTOU SUGERINDO QUE TODOS MANTENHAM UMA FOTO NUA NO PERFIL DO FACE E DO ORKUT EM APOIO À ARTISTA ANGELA FREIBERGER QUE TEVE SEU PERFIL RETIRADO DO FACE DEPOIS QUE COLOCOU UMA FOTO DE UMA PERFORMANCE DE UMA MULHER NUA EM SUA PÁGINA.
PODE SER QUE ELES CENSUREM MUITA GENTE E ISSO SERIA MUITO SÉRIO. E PODE SER QUE ELES TOLEREM, E ISSO SERIA UMA GRANDE CONQUISTA. ENTÃO, VEREMOS SE ELES ESTÃO MAIS A FIM DE CONSUMIDORES OU MAIS A FIM DE REPRIMIR A LIBERDADE DE EXPRESSÃO DAS PESSOAS.

segunda-feira, abril 04, 2011

Por favor, sigam o DDN pelo Facebbok

é só entrar na página de Rubens Pileggi e pedirem para entrar no grupo

sexta-feira, abril 01, 2011

Dia do Nada 2011: Posicionamentos

Aos amigos, camaradas e parceiros.

O Dia do Nada é um evento que acontece desde 2002. Embora o NADA não possa ser capturado nem em um tempo, nem em um lugar, tem sua efeméride marcada sempre para acontecer na primeira segunda de maio. Maio porque maio tem o dia do trabalho para ser comemorado. E se tem o Dia do Trabalho, porque não ter um dia para homenagear a folga, a preguiça, o dolce far niente? Melhor ainda se esse dia cair em uma segunda-feira.

Assim, todo ano é desenvolvido um tema e se convocam os artistas e pensadores no desafio não em "não fazer nada", mas em "fazer nada" como pressuposto de um fazer criativo. Ora, tanto a arte quanto a filosofia vem produzindo e debatendo pelo menos desde o modernismo essa questão, que também diz respeito à idéia ou a possibilidade, ou não, do absoluto, portanto, o nada tem a ver com religiosidade, também. O que dizer, então, em relação à sociologia, onde a idéia de trabalho se tornou uma religião em nossa cultura? Mas o DDN não é contra o trabalho. O DDN é contra o trabalho escravo, a mais-valia, o trabalho repetitivo e desprazeroso. E que se entenda: contra no sentido de usar essa paisagem como fundo que se contrasta com a figura que se expressa, não negando, simplesmente.

Neste ano de 2011, o DDN comemora sua décima edição e tem como tema a frase "TODO MUNDO NU", nascida de uma conversa com o artista Aimberê César, que vem pensando formas jurídicas de descriminalizar o nu, de modo a buscar a legalização de sua prática.

O debate em torno desse tema, assim, promete ser bastante produtivo, uma vez que o nu, em si, não é um ato obsceno e sua prática não deve implicar em atentando ao pudor, pelo simples fato de que nascemos nus e, em nossas origens geográficas, a prática do uso da roupa é que era algo a se estranhar e não seu contrário. De fato, a "imoralidade" está em quem assim lê a liberdade do outro como ato obsceno, querendo enquadrá-lo em  regras e  normas que não implicam na experiência do dissenso para a prática do comum, mas a do consenso baseado na exclusão. Uma falta de gentileza é mais obscena do que o simples fato de tirar as roupas em público!

Ocorre, também, que o nu feminino é o objeto mais vendido na publicidade e é quase aceito como natural, mesmo que investido de carga erótica. Já o nu masculino é sempre passível das piores ameaças, por uma questão do machismo no poder, como se um corpo despido pudesse ameaçar todo um sistema armado e defendido contra o vírus da liberdade. É fácil verificar isso. Basta clicar a palavra nu no site de buscas Google e as imagens que aparecem são, em sua grande maioria, de mulheres disponíveis para o sexo. Por que será que o corpo não pode ser visto apenas pelo que é?

A arte há muito detecta esse problema. Entre nós, destaca-se o pioneiro e ousado gesto do artista "Antonio Manuel" realizado no Salão de Arte Moderna, no MAM/RJ, em 1970. Antes dele, a dançarina Luz del Fuego. Antes dela, todos os indígenas andavam nus na Terra Brasilis. Depois deles, há vários destaques, como o próprio Aimberê Cesar, durante um evento na ECO 92, no espaço público, sem a proteção da instituição para alegar que o gesto era uma "obra" artística.

Em todo caso, o DDN não é novato no assunto. Em 2005, houve a autuação de 3 membros do Dia do Nada, em Londrina, por "ato obsceno", pela interação com a obra "roupa sem corpo, corpo sem roupa", de minha autoria, realizada em uma praça da cidade. Este ano, no entanto, não queremos complicações com a polícia e buscaremos formas de nos expressar sem quer nenhum de nós seja levado para a delegacia.

Conscientes de que o tema da prática do nudismo é tão amplo quanto a própria questão que envolve o Nada nas mais diferentes áreas do conhecimento humano, buscamos estratégias de ampliar a visibilidade de um, sem perder a seriedade e sensibilidade que o tema em questão requer. Assim, o Dia do Nada se opõe ao capitalismo não para negá-lo, mas no sentido de torná-lo um fundo para a figura que a ele se opõe, criando os mais diferentes contrastes. No caso do tema TODO MUNDO NU, a estratégia é de atiçar a curiosidade das pessoas para o Dia do Nada, mesmo que se tornem a principal atração do festival, uma vez que quem se dispõe em ver o outro se despindo no DDN está menos fazendo do que quem, de fato, deveria se despir aos olhos do público.

Tudo ainda está por se formatar, ainda, no entanto algumas idéias começam a ganhar densidade e, através delas, outras estão sendo processadas. Assim como no ano passado fizemos um abaixo assinado “pela redução da jornada de trabalho a ZERO horas semanais”, podemos fazer um abaixo assinado pela legalização da prática do nudismo. A forma de fazer isso é que deve ser pensada, nesse caso, para não constranger as pessoas a levantarem mais uma bandeira, caso não queiram se filiar ao PN. Há outras ações que se casam muito bem com a premissa do tema do DDN. Por exemplo, o trabalho do Jarbas Lopes realizado em um evento em Salvador, onde pessoas caminhando pelas ruas da cidade, todas juntas, fazem um escudo para que uma delas - e depois outra, sucessivamente - tire as suas vestes no espaço público.

Um caminho possível seria a ida do Largo da Carioca, no Rio de Janeiro, até a FUNARTE e/ou ao MAM. No largo, algumas performances e objetos poderiam ser vistos, a começar pela performance do Nivas (Nivaldo Carneiro), Nada vendo, Nada troco, Nada dou, baseada nos bordões de camelôs.  Também acho que seria muito legal ter as roupas do Daniel Toledo e o Opavivará; a escultura de arame farpado da Elen Nas; o Vendo Mulher, uma caixa preta com furo e uma foto de mulher nua, dentro; e também o Corpo sem roupa/ corpo sem roupa, com roupas moldadas com gesso, como se fantasmas caminhassem pelas ruas da cidade. A Aletéia Daneluz já está inserida no nosso processo, sugerindo uma “parada nua”, ou, uma “praia de nadismo”. Da Carioca, saímos no bololô do Jarbas, caminhamos até o MAM (vou ver se consigo eletricidade) e lá fazemos uma rave ao ar livre, com as pessoas dançando como quiserem. A artista e DJ Susana Guardado vai pilotar as máquinas.

Em Brasília, o Corpos Informáticos irá realizar uma ação na frente da CAPES. Talvez, pular corda nus. Em Bela Vista do Paraíso uma pessoa (ou várias) irão correr pela avenida principal, nus, de madrugada, abrindo o dia 02 de maio. Em Londrina, em Recife e em outras cidades estou esperando respostas.

Bem, acho que isso já dá para começar. Quem tiver interessado em participar, entra em contato para ir fechando a programação e saber mais ou menos com será nossa estratégia. Proponho, antes, também, a realização de um leilão com trabalhos de artistas simpatizantes à causa, podendo ser mais um elemento aglutinador entre os artistas para que o DDN 2011 deslanche.


Espero a participação de todos

Abraços nadísticos

http://nothingday.blogspot.com

segunda-feira, março 28, 2011

CARTAZ DDN2011

TODO MUNDO NU DDN 2011

Um sonho

Gilberto Gil

Composição : Gilberto Gil
Eu tive um sonho
Que eu estava certo dia
Num congresso mundial
Discutindo economia
Argumentava
Em favor de mais trabalho
Mais emprego, mais esforço
Mais controle, mais-valia
Falei de pólos
Industriais, de energia
Demonstrei de mil maneiras
Como que um país crescia
E me bati
Pela pujança econômica
Baseada na tônica
Da tecnologia
Apresentei
Estatísticas e gráficos
Demonstrando os maléficos
Efeitos da teoria
Principalmente
A do lazer, do descanso
Da ampliação do espaço
Cultural da poesia
Disse por fim
Para todos os presentes
Que um país só vai pra frente
Se trabalhar todo dia
Estava certo
De que tudo o que eu dizia
Representava a verdade
Pra todo mundo que ouvia
Foi quando um velho
Levantou-se da cadeira
E saiu assoviando
Uma triste melodia
Que parecia
Um prelúdio bachiano
Um frevo pernambucano
Um choro do Pixinguinha
E no salão
Todas as bocas sorriram
Todos os olhos me olharam
Todos os homens saíram
Um por um
Um por um
Um por um
Um por um
Fiquei ali
Naquele salão vazio
De repente senti frio
Reparei: estava nu
Me despertei
Assustado e ainda tonto
Me levantei e fui de pronto
Pra calçada ver o céu azul
Os estudantes
E operários que passavam
Davam risada e gritavam:
"Viva o índio do Xingu!
"Viva o índio do Xingu!
Viva o índio do Xingu!
Viva o índio do Xingu!
Viva o índio do Xingu!"

http://www.youtube.com/watch?v=B4Ev-m2hf1U

sábado, março 26, 2011

TODO MUNDO NU

Primeiras idéias
Aimberê - Habeas corpus preventivo: pelo direito a ficar sem pelado sem ir preso
Ellen - o nu farpado: nua, a performer estará envolvida em uma proteção de arame farpado
Ida (vc vem, Ida?) : Vendo mulher - numa caixa, um buraco: quanto vc paga por uma mulher?
Roupa sem corpo, corpo sem roupa: roupas de gesso e pessoas nuas transitando por essas roupas.
Jarbas (?) Passeio com a turma. enquanto um fica pelado no meio do bololô, os outros dão cobertura.

DIA DO NADA 2011













TODO MUNDO NU