
quinta-feira, junho 25, 2009
quinta-feira, maio 07, 2009
quando o papo nadista me incomoda...

Epicurismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Epicurismo é o sistema filosófico ensinado por Epicuro de Samos, filósofo ateniense do século IV a.C., e seguído depois por outros filósofos, chamados epicuristas.
Epicuro propunha uma vida de contínuo prazer como chave para a felicidade, esse era o objetivo de seus ensinamentos morais. Para Epicuro, a presença do prazer era sinônimo de ausência de dor, ou de qualquer tipo de aflição: a fome, a abstenção sexual, o aborrecimento, etc.
A finalidade da filosofia de Epicuro não era teórica, mas sim bastante prática. Buscava sobretudo encontrar o sossego necessário para uma vida feliz e aprazível, na qual os temores perante o destino, os deuses ou a morte estavam definitivamente eliminados. Para isso fundamentava-se em uma teoria do conhecimento empirista, em uma física atomista e em uma ética hedonista.
No antigo mundo da zona Mediterrânea, a filosofia epicurista conquistou grande número de seguidores. Foi uma escola de pensamento muito proeminente por um período de sete séculos depois da morte do fundador. Posteriormente, quase relegou-se ao esquecimento devido ao início da Idade Média, período em que se perderam a maioria dos escritos deste filósofo grego.
A idéia que Epicuro tinha, era que para ser feliz o homem necessitava de três coisas: Liberdade, Amizade e Tempo para meditar. Essa filosofia é o que rege muitas empresas de marketing e propaganda, em vez de vender o produto ela vende uma destas três opções associadas ao produto. Na Grécia antiga existia uma cidade na qual, em um muro na frente de um mercado, tinha escrito toda a filosofia da felicidade de Epicuro, procurando conscientizar as pessoas que comprar não as tornaria mais felizes como elas acreditavam.
http://www.lojadobanho.pt/gca/?id=49
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segunda-feira, maio 04, 2009
email de Dariush

Dariush em 2008, chutando o balde, na Presidente Vargas com Rio Branco - RJ.
Oi Rubens feliz dia do nada
nao estou mais em america latina
vou pasar este DDN num aviao voando de inglaterra ate nova zelandia, pasando por bangkok e australia
assim paso o dia fazendo nada, sentado, mas ao mesmo tempo fazendo muito - viajando a alta rapidez
e nao apenas vou estar num estado de grande contradictorio nada, mas tambem efictivamente vou estar em nenhum lugar
um grande abraço
Dariush
sexta-feira, maio 01, 2009
quinta-feira, abril 30, 2009
emails...
quarta-feira, abril 29, 2009
terça-feira, abril 28, 2009
MORRO DOS PRAZERES
sexta-feira, abril 17, 2009
FRASES NADISTAS (one more time)
"o silêncio é grávido de sons" - cage
a inércia é o princípio da ação
o caminho do meio no meio do caminho
"o silêncio é o começo do papo" - arnaldo antunes
"a luz nasce da escuridão" - gil
a cultura se desenvolve no ócio
paul lafargue: ‘‘O Direito à Preguiça’’
zen budismo: o nada como o nirvana, o absoluto. A (não) ação como parte da ação.
existencialismo: o Ser e o Nada (heidegger)
"Um dia pra vadiar" - vinícius
"hoje é segunda-feira e decretamos feriado..." - raul e p c
"eu vim aqui foi pra vadiar” - música de capoeira
“eu não tenho nada a dizer, no entanto já o estou dizendo” - john cage – in discurso sobre o nada
“nada/ou quase/ pouco/ o poema/ faz-se” - augusto de campos
“no vazio cabe tudo” - folheto apócrifo
“nada é nada. tudo é tudo.” - cartola anônimo
“o nada é tudo” – marcão kareca
“tudo é nada” – niilista de plantão
“a máquina de fazer nada não está quebrada” - arnaldo antunes
“nada melhor do que não fazer nada” - rita Lee
“é sempre bom lembrar, um copo vazio, está cheio de ar”. - chico e gil
“a preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar não inventaria a roda”. - mário quintana
“o ócio é o fermento da cultura” - domenico de masi
“pensando bem, amanhã eu nem vou trabalhar” - r c
“quem inventou o trabalho não tinha o que fazer” - zé carioca
“um dia na moleza vale mais que mil dias de batente”
“antes um péssimo dia de pesca do que um dia bom dia de trabalho”
“o trabalho é o ópio do povo”
“os trabalhos com o dicionário partiram de abstrações de coisas particulares (como água) para abstrações de abstrações (como significado). interrompi a série do dicionário em 1968. a única ‘exposição’ que já foi feita dessas obras aconteceu no ano passado, em los angeles, na gallery 669 (agora fechada). a mostra consistia na palavra ‘nada’ retirada de cerca de uma dúzia de vários dicionários diferentes.”
kosuth – arte depois da filosofia 1969
12 mendigos estavam deitados no gramado quando um homem ofereceu dinheiro àquele que fosse mais vagabundo entre eles. 11 logo se levantaram, dispostos a disputar a grana. Ganhou o que continuou deitado.
“elogio ao ócio” – Bertrand Russel
PRIMEIRA SEGUNDA DE MAIO
DIA 04 - 05 - 2009
ONDE VOCÊ ESTIVERpor que não...? é mole
Raspar a cabeça
Ficar nu
Tomar suco de nada em garrafa vazia
Levar uma cama e deitar de pantufas e cobertores na praça
Levar livros, revistas e gibis para ler em locais públicos
Fazer um pic nic, onde der vontade
Ficar de estômago vazio
Tirar letras de livros, recortar o miolo dos livros
Levar redes de dormir e convidar pessoas para fazer nada lá
Costurar redes de pesca inventando furos e buracos
Ficar boiando no rio
Levar piscininha e nadar no nada em um local bem mvimentado
Fazer esculturas com gelo
Elaborar cartazes e camisetas com o tema e sair por ai dando banda
Fazer um cd contendo o som do nada
Entregar filipetas do Zé carioca com frases nadistas
Fazer concursos para ver quem ganha o troféu “mosca morta” – um cubo de acrílico imitando gelo, com uma mosca dentro
Chutar o balde das coisas que você não suporta mais na sua vida
Nada na cabeça: Levar máquina de raspar cabeça e oferecer para as pessoas rasparem
Incorpor o vazio: Quem ficar mais tempo sem comer ganha um vale refeição
Ficar cego, surdo e mudo durante quanto tempo for capaz.
Comer maria mole
Hein?
sábado, março 28, 2009
quinta-feira, março 19, 2009
convocatória geral
Está no ar a campanha pelo Dia do Nada 2009, que acontecerá, infalivelmente (nem sempre, às vezes há vários DDN fora do DDN), na primeira segunda de maio, ou seja, dia 04, neste ano.
Quem tiver interessado em aderir e tiver a fim de fazer uma performance, intervenção, pintura, trabalho para a rede, texto, cinema, teatro, prosear, o que for, entre em contato comigo, ok? Ou comentem por este blog que entrarei em contato.
Um mote legal para esse ano é a tal da crise, repercutindo no trabalho e no emprego, justo no ano do boi - conhecido trabalhador - no horóscopo chinês. Mas cada um pode - e deve - fazer seu NADA do jeito que quiser, como quiser, até fazer NADA que, aliás, é o que move nosso evento.
Muitos abraços
terça-feira, março 17, 2009
domingo, março 15, 2009
reflexões
por uma ausência que não cessa, por um aspirar ao que não se conhece, por uma plenitude
nascida de um vazio e de um instante de prazer, de uma carência, pois é no vazio
determinado em que “algo” falta que a arte surge como promessa. E é o “volume” do que
há ainda para ser dito que chama o artista à necessidade de preenchimento desse vazio,
transpassando à força de qualquer vivido, uma vez que sempre “algo de indizível sustenta
por dentro o dizível”. Há sempre uma parte muda, furtada, inapreensível em nós que
subsiste enquanto necessidade premente do dizer.
parte do texto Poesia com dromos: “À” de Luis Andrade - O encontro-reflexo dos dois lados do espelho, de Ana Paula de Miranda
in Concinnitas 13, dez. 2008 - Revista da pós graduação em Artes do Instituto de Artes da UERJ
terça-feira, janeiro 06, 2009
videozito
dá um crtc aqui e cola com crtv na janelinha lá encima para assitir o diálogo entre platão e aristóteles sobre o nada
quarta-feira, dezembro 24, 2008
silêncio como tática
Em Marselha, o silêncio é máquina de guerra
(em defesa dos sem-documentos)
Christophe Goby, 20/12/2008, 21H46 (eu traduzi)
(Rue89, http://www.rue89.com/
Há mais de um ano, organizam-se círculos de silêncio em várias cidades francesas. Nova forma de manifestação em defesa dos sem-documentos, de inspiração religiosa, mas que se refere também ao silêncio ativo contra a ocupação alemã, que se vê em "Le Silence de la mer", de Vercors. (Na pág., há um vídeo.)
Ilustração do que disse Eurípides: "Fala, se tens palavras mais fortes que o silêncio", um círculo de silêncio reúne-se duas vezes por mês numa praça, em Marselha.
Dia 7/11, às 12h30, eles formam um círculo na Praça da Joliette, cercados pelo barulho dos carros e das buzinas de Marselha. O céu está cinzento, mas se vê o porto, com guindastes e gruas.
Num painel, está afixado o documento emitido pelos Centros de Retenção de Imigrados na Europa e no Maghreb, muito parecido com os 'documentos de identificação' que circulavam nos campos de concentração da II Guerra Mundial. O Círculo aspira, mediante um silêncio mais forte que as palavras, a "acordar as consciências, contra atos indignos" praticados pelo governo de Sarkozy contra os sem-documentos.
"O Círculo sacode o formato das manifestações clássicas"
Marie-Thérèse Fantasia não é mais alta que um pé de banana de um ano, mas, como a árvore, parece animada de muitas vidas. Caminha, distribuindo panfletos à volta do Círculo.
Católica, da Pastoral dos Migrantes e sindicalista da Confédération Française Démocratique du Travail (CFDT, confederação francesa interprofissional de sindicatos de assalariados), explica as motivações do círculo:
"Todos estão a igual distância do centro; essa forma dá uma sacudida no formato tradicional das manifestações clássicas."
Acha que a cúpula da Igreja católica francesa tem-se omitido na luta contra a expulsão dos sem-documentos, "exceto o arcebispo Pontier, que escreveu a Hortefeux", lembra. À parte, acrescenta que vários dos presentes têm dado abrigo a muitos sem-documentos.
Voluntário da Cimade, associação de assistência aos sem-documentos nos centros de retenção, atualmente sob mira do governo Sarkozy, que os quer fora de lá, Julian raciocina como filósofo kantiano:
"O silêncio é a possibilidade de pensar com a própria cabeça; nos debates, ouve-se mais, mas pensa-se menos..."
Veio de Friburgo, Alemanha. Aos 20 anos, destaca-se entre aposentados taciturnos, adeptos de Thoreau e da teoria da desobediência civil, que, ali, são maioria.
"O que está em jogo é nossa própria humanidade"
Iris Reuter iniciou a ação em Marselha, depois de uma msg de e-mail que recebeu de amigos franciscanos de Toulouse: "o silêncio é uma interpelação, e permite que todos pensem, cada um consigo mesmo". Militante religiosa nos bairros da área norte, conta que já há Círculos de Silêncio em 60 cidades francesas.
"O silêncio permite que cada um conecte-se consigo mesmo. Nem sempre, nas manifestações tradicionais, todos concordam com todos os slogans e palavras-de-ordem."
Em Toulouse, imóveis e mudos, rezam na calçada do Capitole, às 2ªs-feiras, no fim da tarde. Alain Richard, padre franciscano apóstolo da não-violência à Gandhi, entende que o silêncio é resposta ao blá-blá-blá quotidiano que ameaça "nossa própria humanidade".
Muitos padres franciscanos têm participado dessas ações de desobediência na ex-Ioguslávia, contra os programas nucleares. Rindo, Alain Richard diz que "Nosso círculo de silêncio faz muito barulho".
Os novos agitadores
Na opinião da Liga pelos Direitos Humanos de Toulon, o silêncio é excelente resposta a um presidente muito falastrão e barulhento. Ante tanta correria, saltitamentos e tantas palavras vãs, e como resposta-reação contra o mascaramento da fala e da língua na cúpula do Estado francês, os novos agitadores optam por calar-se e não se mover.
Em Lyon, a iniciativa partiu de Marcel Durand, padre da igreja de São Policarpo; hoje, são mais de 100. Esses novos agitadores são mais velhos e pouco habituados às manifestações de rua. Por isso, Marcel Durand não fala de "agitação", mas de "participação".
Embora a maioria dos novos agitadores sejam não-religiosos, também há ongueiros. Militantes da ONG "Educadores Sem Fronteiras" participam do Círculo, justamente eles, dados a cantar tão incansavelmente seus slogans nas passeatas.
"Contra a Europa-fortaleza"
Marcel Siguret, militante da Attac, carrega uma faixa da nova plataforma de oposição à Europa-fortaleza: "Mais pontes, menos muros", e fala muito:
"Não podemos caricaturizar os sem-documentos. Trata-se de asfixiar os países pobres, pilhar seus recursos, sua agricultura. É preciso reconstruir a luta em todos esses domínios."
Seriam rousseaunianos, sem saber? Rousseau protestava em silêncio, como forma de desobediência civil. Muitos transeuntes param, intrigados com aquela forma de protesto. Mas o trabalho não se detém ante aquele punhado de militantes que lutam contra a política de imigração do ministro do Interior de Sarkozy, Brice Hortefeux.
Dia 22 de outubro, manifestações em defesa de um jovem pedreiro, Moussa Moussatem, não conseguiram impedir que fosse expulso pelo porto de Sète onde, apesar de seus apelos, foi embarcado à força. Sua família vive em Sarrians, no Vaucluse. Depois de seu pai sofrer um acidente, o filho passou a trabalhar para sustentar a família, até ser preso e, em seguida, repatriado à força. No barco, "uns rapazes que viajavam para participar de um rali reclamaram muito do atraso na partida", conta Marie-Thérèse Fantasia.
Bem se poderia dizer: "Há mais poder no pisar dos chinelos, do que no marchar das botas dos soldados". Esses novos agitadores silenciosos, laicos e religiosos, parecem saber onde (e por que) pisam, mesmo que não marchem nem andem.
















