terça-feira, agosto 29, 2006
segunda-feira, agosto 28, 2006
Partido do Ócio Criativo e +
Já stava me esquecendo do DIA DO NADA - o blog, quando, avisado por um amigo, lí o texto da Célia Musilli sobre o ócio criativo, no jornal FOLHA DE LONDRINA, e acabei postando o escrito aí embaixo.
Fui no orkut, digitei ócio e aparecerem 81 comunidades.... É gente que não faz nada, pra caramba! Dá para montar um partido. Ou uma facção dentro de uma estrutura partidária. Mas tanto esse papo, quanto mostrar o que tem de interessante (ainda não vi, nem li) no orkut, fica para uma próxima vez.
Gostaria de continuar as colaborações com o DDN durante o ano todo e não ter o que fazer na, sempre, primeira segunda de maio, que é quando se celebra o DDN, mas, putz, que trampo!
Então, vou fazendo como dá para ser feito.
recomendo dois blogs meus:
http://bocarra.blogspot.com - crítica política e social [onde vou falar do P.O.C. (partido do ócio criativo) ligado a N.Ó.S. (nova ordem sensorial) ligado ao PO5 (partido outros 500)]
e,
http://poesiatododia.zip.net
com meus poemas. Espero que gostem.
Fui no orkut, digitei ócio e aparecerem 81 comunidades.... É gente que não faz nada, pra caramba! Dá para montar um partido. Ou uma facção dentro de uma estrutura partidária. Mas tanto esse papo, quanto mostrar o que tem de interessante (ainda não vi, nem li) no orkut, fica para uma próxima vez.
Gostaria de continuar as colaborações com o DDN durante o ano todo e não ter o que fazer na, sempre, primeira segunda de maio, que é quando se celebra o DDN, mas, putz, que trampo!
Então, vou fazendo como dá para ser feito.
recomendo dois blogs meus:
http://bocarra.blogspot.com - crítica política e social [onde vou falar do P.O.C. (partido do ócio criativo) ligado a N.Ó.S. (nova ordem sensorial) ligado ao PO5 (partido outros 500)]
e,
http://poesiatododia.zip.net
com meus poemas. Espero que gostem.
VIVA O ÓCIO CRIATIVO
Publicado originalmente na FLHA DE LONDRINA - 27 de agosto de 2006
por Célia Musilli (http://sensivelldesafio.zip.net)
por Célia Musilli (http://sensivelldesafio.zip.net)
Vou logo explicando: sou basicamente uma ''workaholic'' por contingência da minha função. Jornais hoje e a mídia de forma geral são fábricas de notícias, tudo rápido, urgente, sem parar. A ponto de o trabalho ser comparado a uma indústria, onde fazemos tudo em série. Sim, porque fazer jornal obedece a um processo sequencial até se chegar ao produto final. E este processo tem que ser eficiente e ininterrupto. Porém, como o jornalismo depende de idéias, discussões, críticas, acho esta dinâmica muito contraditória. Hoje, por exemplo, não faltam ''profetas'' decretando que a imprensa escrita está com os dias contados porque temos a internet. Então, para tudo temos que ter pressa, velocidade máxima, como se entrar numa competição de meios fosse mais importante do que discernir e preservar conteúdos.
Para quem se preocupa com o conteúdo, acho que a leitura de um texto profundo e inteligente ainda é mais prazerosa do que a da notícia em série. Ainda que a velocidade da informação seja, sem dúvida, um fator que soma pontos na disputa por leitores. Afinal, dizem que eles também estão cada vez mais ávidos por novidades. Mas será que não estamos ampliando o monstro da pressa sem tanta necessidade?
Sempre me coloco favorável ao que chamo de ócio criativo, parodiando o sociólogo italiano Domenico De Masi, porque a idéia da ocupação compulsiva não se encaixa no mesmo espaço das ocupações criativas. Quem trabalha com textos, palavras, discursos ou qualquer forma transformadora de pensamento não pode se comportar como um inseto operário. Se não temos tempo para elaborar, investir, refletir e se emocionar, o resultado será medíocre. Faço essas colocações sustentando minha opção pelo Partido do Ócio do Brasil (PDOB). Vocês estão surpresos com a novidade? Pensando que o PDOB é mais uma opção eleitoral registrada no TSE? Calma, ninguém está mal informado a menos de dois meses das eleições. O Partido do Ócio do Brasil é uma comunidade do Orkut, o site de relacionamentos que é um sucesso tem 20 milhões de usuários brasileiros porque acolhe democraticamente uma infinidade de idéias. Há desde grupos que discutem sonhos até os que são loucos por feijoada. E enquanto os gaiatos debatem quantos neurônios tem Hebe Camargo, os antenados falam em Coletivos Inteligentes, que são movimentos que reúnem pessoas em torno de novas ações comunitárias e ideológicas.
Então, eu que sou avessa aos partidos de verdade e me sinto órfã neste momento político do País, me ''filiei'' ao Partido do Ócio do Brasil para exercitar o raciocínio anarquista, uma opção e tanto para as pessoas criativas. E que fique claro, o ócio, no caso, é o oposto da preguiça, é fazer coisas porque se gosta.
O ócio criativo é para as pessoas que querem viver de bem com a vida, fazendo do trabalho um exercício de prazer e não um ato compulsório. Afinal, não somos máquinas, somos seres pensantes, emotivos e não devíamos viver contrariados, presos a cartões pontos e outros mecanismos que tolhem o gosto pelo que se faz. Planejamento é uma coisa, programação é outra. Quem gosta do que faz não precisa de grilhões nos pés nem viver como se estivesse acoplado a um chip de produção. Quem gosta do que faz não precisa ser escravizado pelo relógio, mas é capaz de pular da cama de madrugada para terminar uma tarefa importante para sua realização pessoal. Quantas idéias não nos fazem cócegas às 4 da matina? Para não perdê-las costumo deixar caderno e caneta na cabeceira, porque no dia seguinte o ''estalo'' não acontece ou nunca será o mesmo. O momento da criação é o único relógio ao qual obedeço prazerosamente.
Como toda trabalhadora, cumpro tarefas. Mas procuro não me amarrar somente às regras, transformando o trabalho em ''serviço''. Tem momentos na vida em que não quero ''servir'' mesmo para nada, apenas resgatar minha condição de ser vivente e contemplativo. Como um gato na janela ou uma garça no rio. Nestes momentos a criação tem saltos de qualidade. Acredito firmemente que o trabalho prazeroso é muito melhor do que o serviço obrigatório. Retomar esta verdade é tarefa difícil, mas não impossível. Trata-se de ''reconfigurar'' o mundo e suas relações em busca de qualidade de vida. Qualidade que pode significar uma pausa no cotidiano para jogar conversa fora, tomar café, dividir com os colegas uma caixa de chocolates, buscar alimento nos livros e nas revistas, explodir em risadas. Neste ponto, tenho a sorte de trabalhar com uma das equipes mais bem-humoradas da redação. Sem contar que, na vizinhança, temos Oswaldo Militão e Walmor Macarini, dois colegas que resguardam o clima do trabalho sem stress, fazendo animadas intervenções no expediente que seria muito mais tedioso sem aquela alegria que desbanca a burocracia. Qualidade de vida não pode ser ficção. Tem que fazer parte da realidade inventiva. No jornalismo, prefiro me debruçar sobre conteúdos do que produzir notícias como quem fecha latas de salsichas. Nem sempre é possível, mas insisto. Os conteúdos precisam ser valorizados antes que o mundo se transforme de vez numa indústria de idéias descartáveis como a modinha do último verão. Porque são idéias sem vitalidade ou sem chama criativa. E eu não sou do tipo que faz jornal para embrulhar o peixe.
terça-feira, maio 16, 2006
Ana Lucca - correspondente de Guaratuba

Quando se paga pra não fazer nada a coisa é muito mais organizada. Não é de hoje que se descobriu a preguiça alheia como um ótimo negócio. O pessoal aqui em guaratuba não perdeu tempo nesse dia do nada...
Os severinos estavam a postos com suas redes. Desfilando as cores e os deliciosos hábitos nordestinos pelo litoral paranaense. Esse comércio do relax rendeu belas imagens como a árvore de redes, em plena avenida central, cercada por um muro todo colorido de panos...
Os serviços são os mais variados... desde um jovem peruano que, pasmem, escreve seu nome em um grão de arroz a preços simbólicos, até uma simpática engenhoca que é, ao mesmo tempo, veículo, forno à lenha e balcão de vendas... a pizzaria ambulante que conta ainda com um sistema de autofalantes: “olha a pizzaaaaaaaa”.
Teve até Plástico Bolha em doses terapêuticas. Com o impagável slogan: “Ta Nervoso, Aperte Bolha”. 2,5 m de saúde mental no 1,99 mais próximo de você...
sexta-feira, maio 12, 2006
ddn - cwb - e/ou - 2006 - CURITIBA

registros e imagens que rolaram no ddn na e/ou, com legendas:
- cartaz do gesto anulativo, performance de goto

- tainhada

- da estética à embriaguez: work in pirinha & test drive

- jogo dos sete erros

- pós-desconstrutivismo

- edições sobre cenas banais - estudo dos movimentos
- participaram do ddn - cwb - e/ou - 2006:Lourdinha, Lui, Cris Bouger, Claudia Washington, Ana González, Jaqueline Daher, Nena Inoue, Goto, e 4 tainhas. No meio do processo recebemos a visita das vizinhas Carmen Jorge e sua filha Ana Vitória. detalhe: o ddn rolou por aqui antes mesmo de inaugurarmos a própria e/ou...
quarta-feira, maio 03, 2006
ideologia da bagaça
Bem, o movimento gerou certas reflexões, este ano. Talvez pela presença do Cris e do Marcelinho, juntos. Talvez porque tenha caído em dia de feriado de 01de maio o DDN deste ano. Talvez porque é ano eleitoral e o troféu mosca morta agitou os ânimos críticos das pessoas que puderam votar livremente e usar o microfone para falar. Porque neste ano tinha aparelhagem para som e isto foi um grande diferencial em relação aos outros anos.
Algumas das reflexões se relacionam, evidentemente, com a questão do trabalho em nossa sociedade. Quando Cris propôs o emprego diário no trabalho, duas horas por dia, então foi detonado um processo dialético no evento, que superou a quantidade de pessoas que apareceram na frente do Banco do Brasil, no calçadão de Londrina, neste ano para ver e realizar o ócio.
Pensando nisso, preferi comemorar depois – já na saudação com a taça de vinho – o trabalho, segundo o conceito da física que diz que trabalho é a energia empregada por um corpo para se movimentar de um ponto A qualquer a um ponto B.
Ou seja, nesta concepção tudo é trabalho. E quando tudo está trabalhando, disso pode-se tirar uma constante e essa constante ser uma medida para Repouso.
Deixe-me explicar. Eu posso passar a vida empregando meu tempo em algo, trabalhando incessantemente, desde que eu tenha prazer e amor naquilo ao qual estou empenhado em realizar.
Um verdadeiro nadista não tem a intenção de ocupar ninguém em desenvolver máquinas de empregos que trarão o desenvolvimento e o progresso técnico a poucas pessoas que irão lucrar com isso, enquanto o planeta é violentamente degradado com mais poluição e doenças típicas de nossa sociedade industrial, consumista e capitalista. Ainda que seja para trabalhar duas horas por dia e passar o resto do dia na folga.
Aliás, por experiência própria, haja o que fazer quando se tem tanto tempo disponível para não se fazer nada!
Obviamente o Troféu Mosca morta foi para o presidente Lula, que ganhou de concorrentes fortes, como o prefeito, ou sindicatos que oferecem promoção de brindes e shows musicais para atrair os trabalhadores em manifestação do Dia do Trabalho. Houve discursos emocionados, chamando empresários e políticos de vagabundos, mas para quem está propondo um evento para saudar a vagabundagem, na hora do meu voto, fiz questão de lembrar que a maioria desses que estavam sendo chamados de vagabundos eram homens que trabalhavam, de fato, muito. Pessoas que acordam cedo, que dormem tarde, não tenho dúvidas. E que, de morto, eles nada têm. Ao contrário, se deixarmos as coisas caminharem no sentido que eles pretendem, quem vai acabar morrendo somos nós, que não somos tão espertos. O problema dessas pessoas, simplesmente, recai no fato de que seus interesses são contra os interesses da maioria da população. E por isso são nefastos.
Mas que, ali, um grande vagabundo era eu mesmo. E me orgulhava disso. Não acho que o Lula mereça meu voto. Menos ainda esses safados da direita ou da esquerda. O que penso é que devemos parar de acusar tanto essa grande geografia do poder e tentar unir forças que se encaminhem para algumas mudanças de atitudes no comodismo geral. Aprendemos a reclamar e agora precisamos aprender a propor soluções, também. Uma dessas propostas é a de não deixar o movimento ser apenas um evento que acontece anualmente, sem compromisso por parte das pessoas, aparecendo quem quiser, em um local combinado, achando graça não fazer nada. Isso é imbecil! É o contrário disso o que se deve propor. É a união de esforços para se afirmar enquanto veiculo de comunicação de um certo tipo de mensagem. De um certo tipo de se fazer política. De influenciar as opiniões. De procurar pactos, união de gente que pensa e sente como a gente. Usando as armas que se tem às mãos. Lutando durante 365 dias no ano. Esse papo de que o Dia do Nada é alienado. Ou, pior, que é um evento de artistas, não tem a ver com nossa proposta.
A diferença, é que o DDN aposta nas fissuras do sistema para se espalhar, para se expandir, para continuar sua contaminação, para envolver as medulas da ideologia dominante do trabalho. E não do confronto direto, porque isso seria a cooptação do que há de mais interessante em nossa maneira de agir, que é a ironia e a consciência crítica da realidade. Sórdida realidade.
Algumas das reflexões se relacionam, evidentemente, com a questão do trabalho em nossa sociedade. Quando Cris propôs o emprego diário no trabalho, duas horas por dia, então foi detonado um processo dialético no evento, que superou a quantidade de pessoas que apareceram na frente do Banco do Brasil, no calçadão de Londrina, neste ano para ver e realizar o ócio.
Pensando nisso, preferi comemorar depois – já na saudação com a taça de vinho – o trabalho, segundo o conceito da física que diz que trabalho é a energia empregada por um corpo para se movimentar de um ponto A qualquer a um ponto B.
Ou seja, nesta concepção tudo é trabalho. E quando tudo está trabalhando, disso pode-se tirar uma constante e essa constante ser uma medida para Repouso.
Deixe-me explicar. Eu posso passar a vida empregando meu tempo em algo, trabalhando incessantemente, desde que eu tenha prazer e amor naquilo ao qual estou empenhado em realizar.
Um verdadeiro nadista não tem a intenção de ocupar ninguém em desenvolver máquinas de empregos que trarão o desenvolvimento e o progresso técnico a poucas pessoas que irão lucrar com isso, enquanto o planeta é violentamente degradado com mais poluição e doenças típicas de nossa sociedade industrial, consumista e capitalista. Ainda que seja para trabalhar duas horas por dia e passar o resto do dia na folga.
Aliás, por experiência própria, haja o que fazer quando se tem tanto tempo disponível para não se fazer nada!
Obviamente o Troféu Mosca morta foi para o presidente Lula, que ganhou de concorrentes fortes, como o prefeito, ou sindicatos que oferecem promoção de brindes e shows musicais para atrair os trabalhadores em manifestação do Dia do Trabalho. Houve discursos emocionados, chamando empresários e políticos de vagabundos, mas para quem está propondo um evento para saudar a vagabundagem, na hora do meu voto, fiz questão de lembrar que a maioria desses que estavam sendo chamados de vagabundos eram homens que trabalhavam, de fato, muito. Pessoas que acordam cedo, que dormem tarde, não tenho dúvidas. E que, de morto, eles nada têm. Ao contrário, se deixarmos as coisas caminharem no sentido que eles pretendem, quem vai acabar morrendo somos nós, que não somos tão espertos. O problema dessas pessoas, simplesmente, recai no fato de que seus interesses são contra os interesses da maioria da população. E por isso são nefastos.
Mas que, ali, um grande vagabundo era eu mesmo. E me orgulhava disso. Não acho que o Lula mereça meu voto. Menos ainda esses safados da direita ou da esquerda. O que penso é que devemos parar de acusar tanto essa grande geografia do poder e tentar unir forças que se encaminhem para algumas mudanças de atitudes no comodismo geral. Aprendemos a reclamar e agora precisamos aprender a propor soluções, também. Uma dessas propostas é a de não deixar o movimento ser apenas um evento que acontece anualmente, sem compromisso por parte das pessoas, aparecendo quem quiser, em um local combinado, achando graça não fazer nada. Isso é imbecil! É o contrário disso o que se deve propor. É a união de esforços para se afirmar enquanto veiculo de comunicação de um certo tipo de mensagem. De um certo tipo de se fazer política. De influenciar as opiniões. De procurar pactos, união de gente que pensa e sente como a gente. Usando as armas que se tem às mãos. Lutando durante 365 dias no ano. Esse papo de que o Dia do Nada é alienado. Ou, pior, que é um evento de artistas, não tem a ver com nossa proposta.
A diferença, é que o DDN aposta nas fissuras do sistema para se espalhar, para se expandir, para continuar sua contaminação, para envolver as medulas da ideologia dominante do trabalho. E não do confronto direto, porque isso seria a cooptação do que há de mais interessante em nossa maneira de agir, que é a ironia e a consciência crítica da realidade. Sórdida realidade.
terça-feira, maio 02, 2006
LONDRINA 01 - na prefeitura
LONDRINA 02 - B.B.
BELÉM
CORNÉLIO PROCÓPIO
folha de londrina
PERFORMANCE - Viva o 'ócio criativo'
O Calçadão de Londrina serviu de cenário, ontem, para mais uma edição do ‘Dia do Nada’, happening artístico e irreverente
Por Nelson Sato
A estudante se aproxima, senta-se no banco da praça e logo é abordada pelo repórter. Você vai participar? Como é que participa? Não fazendo nada. Ah, então eu vou participar. E já estou com vontade de dormir.
Não é a primeira vez que a curiosidade levou a universitária londrinense Patrícia Magalhães a dar uma espiada no ''Dia do Nada'', o happening que o artista plástico Rubens Pillegi Sá idealizou com o objetivo de celebrar o ócio criativo na primeira segunda-feira do mês de maio. Ela conta que também ''deu uma conferida'' na edição do ano passado. No ano passado, aliás, a iniciativa deu o que falar terminando até em xilindró para alguns ativistas. Motivo: eles resolveram tirar a roupa em plena Praça Rocha Pombo. ''A nudez já está incorporada ao Dia do Nada. Hoje vamos responder à polêmica com arte'' diz Pilegi, referindo-se à exposição de desenhos de nus e fotos da genitália de espécies animal e vegetal que seriam montadas até o final da tarde.
Ontem, a manifestação foi realizada no Calçadão central, em frente ao Banco do Brasil. ''O Dia do Nada é um espaço de resistência. Apesar da repressão, não vamos deixar a coisa esmorecer'' completa Pilegi, enquanto outros simpatizantes da causa chegam aos poucos espalhando-se pelas redes de dormir e em volta do sistema de som. A batida preguiçosa do reggae domina a trilha sonora.
Um dos presentes, Cris, é figura conhecida no campus da UEL. Ele faz parte do coletivo da Rádio Marola, uma estação móvel que se instala diariamente ao lado do Restaurante Universitário durante o horário do almoço. Convidado para participar do hapenning no Calçadão, ele aproveita para divulgar as propostas da emissora ambulante. ''A idéia é ambientalizar sonoramente o espaço com música, críticas e recados das pessoas'' diz. É o que pretende fazer também no Centro da cidade, trajando uma saia azul.
Participam ainda do auê anarquista a ambientalista Suzana Rockembach, os artistas plásticos Erika e Leonardo Benatto e o servente de artista plástico Marcelo Henrique. Para acalmar mais os ânimos, Pilegi oferece suco de maracujá e anuncia que logo haverá sessões de massagem aos interessados. Como é feriado, poucos transeuntes passaram pelo Calçadão durante a manifestação.
Atraído pela concentração de pessoas que começava a se formar no local, o balconista Alexandre Machado olha desconfiado sem entender o que ocorre a poucos metros da farmácia onde dá plantão. ''Tem pouca gente ali. Acho que eles precisam de mais participantes, de mais apoio, senão não vão conseguir chamar a atenção'' observa ele, após ser informado do que se tratava. O happening estava previsto para acabar às 18 horas. Uma filipeta distribuída aos passantes resumia o pensamento da trupe: ''Quem inventou o trabalho, não tinha o que fazer''.
segunda-feira, maio 01, 2006
domingo, abril 30, 2006
tá pintando candidato ao troféu MM
O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PMDB), pré-candidato à presidência da República, iniciou na tarde deste domingo uma greve de fome em protesto contra o que chamou de "campanha mentirosa e sórdida" para desconstruir sua imagem.
http://chacalog.zip.net/index.html
sócio do ócio
doce ociosidade
sacia minha sede de ser assim
largado no mundo caído na vida
terra mãe luz da manhã
doce sociedade ociosa sempre no cio
já aboliram a escravatura
pendure sua rede mate sua sede
de se espreguiçar
de volta ao princípio
onde o que come é comido
cru ou cozido
vou te devorar
viva nossa carne mortal
de partículas imortais
para pulsar
filhos do sol
até que se cumpra
nosso destino cósmico
sou sócio do ócio
eu sou
chacal (letra elétrika / 94 - musicado por mimi lessa)
doce ociosidade
sacia minha sede de ser assim
largado no mundo caído na vida
terra mãe luz da manhã
doce sociedade ociosa sempre no cio
já aboliram a escravatura
pendure sua rede mate sua sede
de se espreguiçar
de volta ao princípio
onde o que come é comido
cru ou cozido
vou te devorar
viva nossa carne mortal
de partículas imortais
para pulsar
filhos do sol
até que se cumpra
nosso destino cósmico
sou sócio do ócio
eu sou
chacal (letra elétrika / 94 - musicado por mimi lessa)
peixada em curitiba
olá, rubens
nós, e/ous, vamos de peixada amanhã. aproveitando o momento para uma confraternização
inté,
go to
nós, e/ous, vamos de peixada amanhã. aproveitando o momento para uma confraternização
inté,
go to
primeiro deSmaio
Amigos, esse é um convite para participar de uma ação por menos trabalho e menos consumo. Leiam e se interessar vejam qual função gostariam de desempenhar. Pode-se desmaiar, "socorrer" um desmaiado, registrar em vídeo ou foto, convencer pessoas a desmaiarem e/ou divulgar para pessoas de sua confiança. A ação pode ser solitária, mas é possível organizar um grupo de pessoas e realizá-la onde for mais conveniente. Apenas sigam com atenção as instruções.
Para maiores informações sobre o Primeiro DesMaio coletivo em São Paulo, envie e-mails para pppmqqq@hotmail.com
um beijo a todos
melina
Primeiro DesMaio
Para maiores informações sobre o Primeiro DesMaio coletivo em São Paulo, envie e-mails para pppmqqq@hotmail.com
um beijo a todos
melina
Primeiro DesMaio
Convocatória . 1º desmaio de 2006 . Brasil
Trabalhe e consuma menos, seja consciente dos seus atos e saiba que às vezes é melhor não agir. Desmaie
Instruções para um bom Primeiro DesMaio:
O DESMAIO : estude o terreno, procure um local sem obstáculos, afinal tudo isso é uma farsa, você não pode se machucar. Amoleça as pernas, dobre os joelhos e caia de lado. A cabeça é a última a chegar ao chão. Daí em diante não se mova.
O DESMAIO : estude o terreno, procure um local sem obstáculos, afinal tudo isso é uma farsa, você não pode se machucar. Amoleça as pernas, dobre os joelhos e caia de lado. A cabeça é a última a chegar ao chão. Daí em diante não se mova.
OS SINTOMAS (como atuar) : palidez, suor frio; depois há escurecimento da vista, falta de controle dos músculos e a pessoa cai, perdendo os sentidos (treine antes se achar necessário).
REANIMAR : você provavelmente será socorrido, haverá ansiedade e talvez pânico a sua volta. Não ria em hipótese alguma. Aos poucos você vai voltando ao normal, sem saber muito bem o que aconteceu. Deixe as pessoas cuidarem de você, assim ganha-se mais tempo.
AS CAUSAS (servirão de justificativas): o desmaio pode ser provocado por fome, nervosismo intenso, emoção súbita violenta, ambiente fechado e quente, e mudança brusca de posição (por exemplo, abaixar e levantar muito rápido).
AS CAUSAS (servirão de justificativas): o desmaio pode ser provocado por fome, nervosismo intenso, emoção súbita violenta, ambiente fechado e quente, e mudança brusca de posição (por exemplo, abaixar e levantar muito rápido).
Desmaiar é habitualmente assustador, mas quase nunca é grave. Tecnicamente entende-se o desmaio como perda de consciência. O Primeiro DesMaio, ao contrário, é um ato político consciente que tem como objetivo, interromper atividades de trabalho durante um determinado tempo.
Esse comportamento ilusório ocasiona uma quebra no cotidiano, distraindo as pessoas, subvertendo a lógica de mercado, onde tempo é dinheiro, portanto, Primeiro DesMaio pode ser prejuízo. É um protesto pacífico contra centros comerciais, shoppings e supermercados que poderiam não abrir nesta data, mas o fazem. Espaços onde qualquer manifestação seria rapidamente evitada ou repudiada com violência.
Em tempos de alto consumo, descansar, se divertir, ou se manifestar é um privilégio para poucos. Esse ato pode ser realizado por pessoas que trabalham em tais estabelecimentos ou por freqüentadores. Pode ainda ser um ato individual ou coletivo. Primeiro DesMaio é muito mais que aproveitar o feriado, é uma ação concreta principalmente contra o consumo exacerbado.
Em tempos de alto consumo, descansar, se divertir, ou se manifestar é um privilégio para poucos. Esse ato pode ser realizado por pessoas que trabalham em tais estabelecimentos ou por freqüentadores. Pode ainda ser um ato individual ou coletivo. Primeiro DesMaio é muito mais que aproveitar o feriado, é uma ação concreta principalmente contra o consumo exacerbado.
Esse ato pode ser realizado por pessoas que trabalham em tais estabelecimentos ou por freqüentadores. Pode ainda ser um ato individual ou coletivo.
Este é um ato público, que pertence a todos. Cada um é responsável por sua ação, por isso, seja consciente no seu Primeiro DesMaio e atue com veracidade. Um bom Primeiro DesMaio à todos!
repasse DIVULGUE publique NÃO CONSUMA NESTE DIA
repasse DIVULGUE publique NÃO CONSUMA NESTE DIA
pppmqqq@hotmail.com
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pppmqqq@hotmail.com
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