


O Dia do Nada é um evento de caráter filosófico, antropológico, sociológico, científico, religioso e artístico que atravessa todas estas áreas do conhecimento humano para, absolutamente, nada ser.
Koinobori (literalmente, Subida das carpas) é um costume do povo japonês de comemorar o Dia dos Meninos no dia cinco de maio hasteando birutas em forma de carpa. O costume anterior à restauração Meiji chamava-se fukinagashi[1].
MANIFESTA
O Dia do Nada é um evento de caráter filosófico, antropológico, sociológico, científico, religioso e artístico, que atravessa todas estas áreas do conhecimento humano, para, absolutamente, nada ser.
Seu próprio nome já diz tudo e qualquer apropriação do Dia do Nada só pode existir de maneira crítica, não autoral e não objetual. Qualquer tentativa de usá-lo em sentido diverso da desobjetivação, deixa de ser Dia do Nada.
Tal argumentação em defesa de princípios, salvaguarda uma das questões que fazem parte do eixo central de seu programa ideológico, que é a especulação sobre o trabalho que se tem em realizá-lo.
Ora, em física, a definição de trabalho é a energia gasta por um corpo em movimento, de um ponto a outro. Portanto, o Dia do Nada, pelo seu próprio caráter, não se opõe ao trabalho, mas ao trabalho desprazeroso, mecânico e explorador. Ele não é contra o trabalho. Ele é a favor do prazer em fazer. Por isso, não se trata de não fazer nada, mas de FAZER NADA, o que é muito diferente uma da outra coisa.
Por outro lado, tem no niilismo de Nietzsche e no existencialismo de Heidegger uma mirada filosófica em direção ao nada fazer, ao nada buscar, ao nada ser. Não otimista, mas atuante.
Em relação à arte o Dia do Nada se alinha a correntes onde a relação entre arte e vida tende ser abolida. E,por outro lado, fornece um tema para todo tipo de representação que vai do vazio ao silêncio, da fantasmagoria à sombra, dos buracos à ausência. Artistas como Andy Wharol, Yves Klein, Joseph Kosuth, Michael Heizer (duplo negativo) e muitos outros possuem obras tocante a esse tema tão caro ao pensamento ocidental quanto ao pensamento oriental. Na verdade, esse é um tema que coloca a lógica em suspensão, levando-nos a refletir sobre dimensões que cotidianamente não nos ocupamos, embora convivam cotidianamente conosco.
Traz, também, em sua essência, a busca última pregada pela doutrina Zen Budista, que é quando o discípulo atinge o Nirvana, a iluminação (satori), o absoluto, tornando-se um só com o vazio, o silêncio e o nada.
Esse estado de graça deixa de compreender o universo como realidade dicotômica e passa a incorporar os opostos como parte de uma mesma energia. Portanto, o nada é tudo. E tudo, é nada.
http://www.nothingday.hpgvipe neste instante, lia reportagens no site da bbc, pedi que o navegador procurasse pelo "nada" na página, apenas na página,
vieram vários, fiz uma ou nenhuma intervenção em alguns, inventei outros:
"A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
à Holanda acabou sendo domi-nada pelo tema dos biocombustíveis"
"A propaganda contra, promovida pelos países ricos/OPEP, através da ONU
NADA mais é que tentar paralisar o processo de substituição do petróleo."
"não há nada de mais em ser...
Nada..."
"Quem não está nada contente com a idéia é o...
Cofre..."
"mas a resposta não é nada clara...tão pouco luiza..."
"Tudo ou nada para a...
Fenda..."
"Na última p(r)ar(n)ada da corrida eleitoral, ele por pouco não terminou sem nada, tendo se contentado com um Modesto..."
"Mas, sei não, se nada disso colar, o jeito vai ser..."
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"Sim, é isso, é nada...
é só uma folha vazia de desenho...
e um homem em branco
na sala de TV
e...
´´´´´´
a transmissão da chuva..."
"Nada, restou a atmosfera:
a-ti-amor-fera..."
"Quem me dera um sossego a beira-ser
como quem a beira-mar,
Nada deseja...
Na-da...
..."
Anderson
acho que no dia do NADA deveríamos fazer TUDO... tudo que nos der vontade e na telha:
ligar pra aquele(a) cara que vc não tem coragem de dizer que quer dar pra ele; abrir um
vinho branco bem gelado logo de manhã: colocar um som bem alto e dançar muito,
sair a pé pro trabalho bem calmamente e chegar lá pelo meio-dia( e ir almoçar); viajar pra algum lugar desconhecido; sair fotografando a cidade que vc mora; escrever um poema
pra seu vizinho ou pintar seu quarto e deixar suas marcas pessoais( sejam lá quais forem); passar o dia elaborando algum depoimento ou crítica ou sugestão sobre temas sociais importantes e mandar para algum veículo de comunicação, usar outro tipo de vestimenta que vc não está habituado; pesquisar sobre assuntos ocultistas ou temas alienígenas,visitar algum lugar que vc costuma achar estranho; ler poemas em voz alta ; usar o dia inteiro pra fazer uma coisa considerada inútil e improdutiva. Escrever e-mails tolos e inúteis para conhecidos que estão longe e que te escrevem fazendo convites tolos e inúteis.
Salve a vida inútil !
Vera
proponho incluir uma campanha de cunho economico
nada de juros bancarios
nada de produtos chinezes
então o nada se torna o não pagamento dos juros bancarios
que financia a guerra e a industria belica
nada de carros na rua
nada de poços de petroleo nos mares
nada de amianto no ar emitido pelos freios dos carros
sera o nada a fazer que nada fara
abtaço
Mauro