segunda-feira, maio 04, 2009

Meus caros amigos DDN09





email de Dariush


Dariush em 2008, chutando o balde, na Presidente Vargas com Rio Branco - RJ.

Oi Rubens feliz dia do nada
nao estou mais em america latina
vou pasar este DDN num aviao voando de inglaterra ate nova zelandia, pasando por bangkok e australia
assim paso o dia fazendo nada, sentado, mas ao mesmo tempo fazendo muito - viajando a alta rapidez
e nao apenas vou estar num estado de grande contradictorio nada, mas tambem efictivamente vou estar em nenhum lugar
um grande abraço
Dariush

sexta-feira, maio 01, 2009

importante!



Rubens................O SER E O NADA ........é do SARTRE..........do HEIDEGGER é o SER E TEMPO


RP.

quinta-feira, abril 30, 2009

emails...

faz uns vinte minutos que sai duma reuniao de organização da conferencia de igualdade racial, e a cara dos participantes qd ouviram eu dizer que não contem comigo na segunda-feira, pois na segunda eu não faço nada pois os artistas comemoram a segunda-feira pós primeiro de maio como o dia do nada, foi hilariante...

terça-feira, abril 28, 2009

MORRO DOS PRAZERES

SEGUNDA TEM FUTEBOL NA QUADRA DA RUA ÁUREA, EM SANTA TERESA, RJ ESTREANDO BOLA NOVA.

O NOME DAS COISAS NÃO SÃO AS COISAS

E O NILTON PINHO DISSE QUE FICAR NA ESQUINA PARADO SEM FAZER NADA É PODER, TAMBÉM.

sexta-feira, abril 17, 2009

FRASES NADISTAS (one more time)

"o silêncio é grávido de sons" - cage

a inércia é o princípio da ação

o caminho do meio no meio do caminho

"o silêncio é o começo do papo" - arnaldo antunes

"a luz nasce da escuridão" - gil

a cultura se desenvolve no ócio

paul lafargue: ‘‘O Direito à Preguiça’’

zen budismo: o nada como o nirvana, o absoluto. A (não) ação como parte da ação.

existencialismo: o Ser e o Nada (heidegger)

"Um dia pra vadiar" - vinícius

"hoje é segunda-feira e decretamos feriado..." - raul e p c

"eu vim aqui foi pra vadiar” - música de capoeira

“eu não tenho nada a dizer, no entanto já o estou dizendo” - john cage – in discurso sobre o nada

“nada/ou quase/ pouco/ o poema/ faz-se” - augusto de campos

“no vazio cabe tudo” - folheto apócrifo

“nada é nada. tudo é tudo.” - cartola anônimo

“o nada é tudo” – marcão kareca

“tudo é nada” – niilista de plantão

“a máquina de fazer nada não está quebrada” - arnaldo antunes

“nada melhor do que não fazer nada” - rita Lee

“é sempre bom lembrar, um copo vazio, está cheio de ar”. - chico e gil

“a preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar não inventaria a roda”. - mário quintana

“o ócio é o fermento da cultura” - domenico de masi

“pensando bem, amanhã eu nem vou trabalhar” - r c

“quem inventou o trabalho não tinha o que fazer” - zé carioca

“um dia na moleza vale mais que mil dias de batente”

“antes um péssimo dia de pesca do que um dia bom dia de trabalho”

“o trabalho é o ópio do povo”

“os trabalhos com o dicionário partiram de abstrações de coisas particulares (como água) para abstrações de abstrações (como significado). interrompi a série do dicionário em 1968. a única ‘exposição’ que já foi feita dessas obras aconteceu no ano passado, em los angeles, na gallery 669 (agora fechada). a mostra consistia na palavra ‘nada’ retirada de cerca de uma dúzia de vários dicionários diferentes.”

kosuth – arte depois da filosofia 1969

12 mendigos estavam deitados no gramado quando um homem ofereceu dinheiro àquele que fosse mais vagabundo entre eles. 11 logo se levantaram, dispostos a disputar a grana. Ganhou o que continuou deitado.

“elogio ao ócio” – Bertrand Russel


PRIMEIRA SEGUNDA DE MAIO

DIA 04 - 05 - 2009

ONDE VOCÊ ESTIVER

por que não...? é mole

Raspar a cabeça

Ficar nu

Tomar suco de nada em garrafa vazia

Levar uma cama e deitar de pantufas e cobertores na praça

Levar livros, revistas e gibis para ler em locais públicos

Fazer um pic nic, onde der vontade

Ficar de estômago vazio

Tirar letras de livros, recortar o miolo dos livros

Levar redes de dormir e convidar pessoas para fazer nada lá

Costurar redes de pesca inventando furos e buracos

Ficar boiando no rio

Levar piscininha e nadar no nada em um local bem mvimentado

Fazer esculturas com gelo

Elaborar cartazes e camisetas com o tema e sair por ai dando banda

Fazer um cd contendo o som do nada

Entregar filipetas do Zé carioca com frases nadistas

Fazer concursos para ver quem ganha o troféu “mosca morta” – um cubo de acrílico imitando gelo, com uma mosca dentro

Chutar o balde das coisas que você não suporta mais na sua vida

Nada na cabeça: Levar máquina de raspar cabeça e oferecer para as pessoas rasparem

Incorpor o vazio: Quem ficar mais tempo sem comer ganha um vale refeição

Ficar cego, surdo e mudo durante quanto tempo for capaz.

Comer maria mole

Hein?

sábado, março 28, 2009

quinta-feira, março 19, 2009

convocatória geral

Sócios, parceiros, cúmplices, admiradores...
Está no ar a campanha pelo Dia do Nada 2009, que acontecerá, infalivelmente (nem sempre, às vezes há vários DDN fora do DDN), na primeira segunda de maio, ou seja, dia 04, neste ano.
Quem tiver interessado em aderir e tiver a fim de fazer uma performance, intervenção, pintura, trabalho para a rede, texto, cinema, teatro, prosear, o que for, entre em contato comigo, ok? Ou comentem por este blog que entrarei em contato.
Um mote legal para esse ano é a tal da crise, repercutindo no trabalho e no emprego, justo no ano do boi - conhecido trabalhador - no horóscopo chinês. Mas cada um pode - e deve - fazer seu NADA do jeito que quiser, como quiser, até fazer NADA que, aliás, é o que move nosso evento.
Muitos abraços

terça-feira, março 17, 2009

SLOGAN 2

dia do nada no ano do boi:
trabalhando duro em defesa da vagabundagem

domingo, março 15, 2009

DDN 2009

POUCO TRABALHO
MUITA MAROLA
DIA DO NADA 2009


ma.ro.la

  1. ondulação da superfície marítima.
  2. (Regionalismo - Brasil) pequena onda do mar.
  3. (Figurado) tumulto, alvoroço.
  4. (Gíria) cheiro exalado por um cigarro de maconha.

reflexões

Como sugere Merleau-Ponty, a arte é aquele trabalho que concretiza a presença habitada
por uma ausência que não cessa, por um aspirar ao que não se conhece, por uma plenitude
nascida de um vazio e de um instante de prazer, de uma carência, pois é no vazio
determinado em que “algo” falta que a arte surge como promessa. E é o “volume” do que
há ainda para ser dito que chama o artista à necessidade de preenchimento desse vazio,
transpassando à força de qualquer vivido, uma vez que sempre “algo de indizível sustenta
por dentro o dizível”. Há sempre uma parte muda, furtada, inapreensível em nós que
subsiste enquanto necessidade premente do dizer.

parte do texto Poesia com dromos: “À” de Luis Andrade - O encontro-reflexo dos dois lados do espelho, de Ana Paula de Miranda
in Concinnitas 13, dez. 2008 - Revista da pós graduação em Artes do Instituto de Artes da UERJ

terça-feira, janeiro 06, 2009

videozito

http://tvuol.uol.com.br/#view/id=filosofiadialogo-entre-platao-e-aristoteles-acerca-do-nada-04023966C8915326/user=xgzhj84w45eg/date=2009-01-04&&list/type=tags/tags=4893/page=5/

dá um crtc aqui e cola com crtv na janelinha lá encima para assitir o diálogo entre platão e aristóteles sobre o nada

quarta-feira, dezembro 24, 2008

silêncio como tática

Em Marselha, o silêncio é máquina de guerra
(em defesa dos sem-documentos)

Christophe Goby, 20/12/2008, 21H46 (eu traduzi)
(Rue89, http://www.rue89.com/marseille/2008/12/20/sans-papiers-a-marseille-le-silence-est-une-arme)

Há mais de um ano, organizam-se círculos de silêncio em várias cidades francesas. Nova forma de manifestação em defesa dos sem-documentos, de inspiração religiosa, mas que se refere também ao silêncio ativo contra a ocupação alemã, que se vê em "Le Silence de la mer", de Vercors. (Na pág., há um vídeo.)

Ilustração do que disse Eurípides: "Fala, se tens palavras mais fortes que o silêncio", um círculo de silêncio reúne-se duas vezes por mês numa praça, em Marselha.

Dia 7/11, às 12h30, eles formam um círculo na Praça da Joliette, cercados pelo barulho dos carros e das buzinas de Marselha. O céu está cinzento, mas se vê o porto, com guindastes e gruas.

Num painel, está afixado o documento emitido pelos Centros de Retenção de Imigrados na Europa e no Maghreb, muito parecido com os 'documentos de identificação' que circulavam nos campos de concentração da II Guerra Mundial. O Círculo aspira, mediante um silêncio mais forte que as palavras, a "acordar as consciências, contra atos indignos" praticados pelo governo de Sarkozy contra os sem-documentos.

"O Círculo sacode o formato das manifestações clássicas"

Marie-Thérèse Fantasia não é mais alta que um pé de banana de um ano, mas, como a árvore, parece animada de muitas vidas. Caminha, distribuindo panfletos à volta do Círculo.

Católica, da Pastoral dos Migrantes e sindicalista da Confédération Française Démocratique du Travail (CFDT, confederação francesa interprofissional de sindicatos de assalariados), explica as motivações do círculo:

"Todos estão a igual distância do centro; essa forma dá uma sacudida no formato tradicional das manifestações clássicas."

Acha que a cúpula da Igreja católica francesa tem-se omitido na luta contra a expulsão dos sem-documentos, "exceto o arcebispo Pontier, que escreveu a Hortefeux", lembra. À parte, acrescenta que vários dos presentes têm dado abrigo a muitos sem-documentos.

Voluntário da Cimade, associação de assistência aos sem-documentos nos centros de retenção, atualmente sob mira do governo Sarkozy, que os quer fora de lá, Julian raciocina como filósofo kantiano:

"O silêncio é a possibilidade de pensar com a própria cabeça; nos debates, ouve-se mais, mas pensa-se menos..."

Veio de Friburgo, Alemanha. Aos 20 anos, destaca-se entre aposentados taciturnos, adeptos de Thoreau e da teoria da desobediência civil, que, ali, são maioria.

"O que está em jogo é nossa própria humanidade"

Iris Reuter iniciou a ação em Marselha, depois de uma msg de e-mail que recebeu de amigos franciscanos de Toulouse: "o silêncio é uma interpelação, e permite que todos pensem, cada um consigo mesmo". Militante religiosa nos bairros da área norte, conta que já há Círculos de Silêncio em 60 cidades francesas.

"O silêncio permite que cada um conecte-se consigo mesmo. Nem sempre, nas manifestações tradicionais, todos concordam com todos os slogans e palavras-de-ordem."

Em Toulouse, imóveis e mudos, rezam na calçada do Capitole, às 2ªs-feiras, no fim da tarde. Alain Richard, padre franciscano apóstolo da não-violência à Gandhi, entende que o silêncio é resposta ao blá-blá-blá quotidiano que ameaça "nossa própria humanidade".

Muitos padres franciscanos têm participado dessas ações de desobediência na ex-Ioguslávia, contra os programas nucleares. Rindo, Alain Richard diz que "Nosso círculo de silêncio faz muito barulho".

Os novos agitadores

Na opinião da Liga pelos Direitos Humanos de Toulon, o silêncio é excelente resposta a um presidente muito falastrão e barulhento. Ante tanta correria, saltitamentos e tantas palavras vãs, e como resposta-reação contra o mascaramento da fala e da língua na cúpula do Estado francês, os novos agitadores optam por calar-se e não se mover.

Em Lyon, a iniciativa partiu de Marcel Durand, padre da igreja de São Policarpo; hoje, são mais de 100. Esses novos agitadores são mais velhos e pouco habituados às manifestações de rua. Por isso, Marcel Durand não fala de "agitação", mas de "participação".

Embora a maioria dos novos agitadores sejam não-religiosos, também há ongueiros. Militantes da ONG "Educadores Sem Fronteiras" participam do Círculo, justamente eles, dados a cantar tão incansavelmente seus slogans nas passeatas.

"Contra a Europa-fortaleza"

Marcel Siguret, militante da Attac, carrega uma faixa da nova plataforma de oposição à Europa-fortaleza: "Mais pontes, menos muros", e fala muito:

"Não podemos caricaturizar os sem-documentos. Trata-se de asfixiar os países pobres, pilhar seus recursos, sua agricultura. É preciso reconstruir a luta em todos esses domínios."

Seriam rousseaunianos, sem saber? Rousseau protestava em silêncio, como forma de desobediência civil. Muitos transeuntes param, intrigados com aquela forma de protesto. Mas o trabalho não se detém ante aquele punhado de militantes que lutam contra a política de imigração do ministro do Interior de Sarkozy, Brice Hortefeux.

Dia 22 de outubro, manifestações em defesa de um jovem pedreiro, Moussa Moussatem, não conseguiram impedir que fosse expulso pelo porto de Sète onde, apesar de seus apelos, foi embarcado à força. Sua família vive em Sarrians, no Vaucluse. Depois de seu pai sofrer um acidente, o filho passou a trabalhar para sustentar a família, até ser preso e, em seguida, repatriado à força. No barco, "uns rapazes que viajavam para participar de um rali reclamaram muito do atraso na partida", conta Marie-Thérèse Fantasia.

Bem se poderia dizer: "Há mais poder no pisar dos chinelos, do que no marchar das botas dos soldados". Esses novos agitadores silenciosos, laicos e religiosos, parecem saber onde (e por que) pisam, mesmo que não marchem nem andem.

terça-feira, outubro 07, 2008

terça-feira, setembro 23, 2008

Ballester





Esse cara tira as figuras dos quadros famosos e fica um silêncio no lugar. A exposição toda chama-se Espacios Ocultos e ganha NADA quem descobrir as referências, mas vale pela idéia, que tal?
http://www.josemanuelballester.com

terça-feira, maio 20, 2008

RUMO A 2010!

7 de maio
Dia do Silêncio


A palavra silêncio é derivada do latim silentiu e significa "interrupção de ruído" ou "estado de quem se cala". Vivemos em um mundo cheio de ruídos, numa época de muita agitação, de poluição sonora e o silêncio passou a ser algo ameaçador. O som do silêncio, entretanto, é poderoso.

Desde as primeiras civilizações, o silêncio é um importante elemento cultural, imposto, drasticamente, para salvaguardar seus segredos. Em quase todas, é representado por uma criança com o dedo sobre os lábios. Constitui-se uma exceção, o antigo Egito, onde existia um "Deus" do silêncio chamado Harpócrates, com a mesma posição já descrita. Entre os sacerdotes egípcios, os iniciados assumiam um estado de silêncio total, a fim de se manterem os segredos e incitá-los à meditação.

Buda, em 500 a.C., também valorizava o silêncio como condição para a contemplação. Dentre os mistérios gregos, encontramos o de Orfeu, que com a magia de seu canto e de sua música, executada numa lira, silenciava a natureza e a tudo magnetizava. Para os Talhadores de Pedras, o segredo e o silêncio sobre sua arte eram uma questão de sobrevivência, constituindo-se, inclusive, num salvo-conduto.

Os monges da Ordem de Císter tinham como uma de suas principais regras, o silêncio para a reflexão. É importante observarmos como o Senhor Jesus agiu diante dos adversários por ocasião do seu julgamento e seu silêncio perturbou os adversários: "Jesus, pois, ficou em pé diante do governador; e este lhe perguntou: És tu o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: É como dizes. Mas ao ser acusado pelos principais sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu. Perguntou-lhe então Pilatos: Não ouves quantas coisas testificam contra ti? E Jesus não lhe respondeu a uma pergunta sequer; de modo que o governador muito se admirava" Mt 27.11-14.

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070506070939AAgck12

inspirações poéticas

DIA DO NADA-CINCO DE MAIO

Acróstico filosófico-setissílabo Nº 1816
Por Sílvia Araújo Motta

D-Dia cinco é o do NADA,
I-Informo a quem não tem tudo...
A-Assumo e mudo a jornada;
-
D-Do NADA vou ao começo
O-Ou chego ao fim que mereço.
-
N-No infinito vejo o NADA
A-Azul, claro e transparente,
D-Da saudade, a cor mesclada,
A-A molhar tudo na mente.
--
C-Caminho, na realidade
I-Iluminada e amada,
N-NADA é melhor que a verdade
C-Companheira apaixonada:
O-O tudo que chega e invade!
-
D-Deus é tudo, o nosso escudo
E-E sem ELE, somos NADA!
-
M-Mais que tudo é entregar
A-Amor, carinho, atenção,
I-Irradiar luz e dar
O-O tudo em troca de NADA.
-
Belo Horizonte, 5 de amio de 2008.
http://www.recantodasletras.com.br/autores/silviaraujomotta

segunda-feira, maio 19, 2008

domingo, maio 18, 2008

DDN * DIG * UFPe

ALGUÉM AÍ ME AJUDA A COLOCAR FOTOS NO BLOG DO NOTHING DAY?
EU COLOQUEI NO BLOG DA D´IMPROVIZZO GANG
KSSSSSSSSSSS
MICKEY MAUSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS

quarta-feira, maio 07, 2008

terça-feira, maio 06, 2008

londrina


Na sombra do nada





Como é bom descansar em baixo de uma árvore, melhor ainda sendo em uma 2ª feira .
Fica ai o nosso registro "NA SOMBRA DO NADA'"
Abraço ,
Tião e Vanda

Ação internacional, Edson Barrus


Rede ponto de encontro Roterdam

sexta-feira, maio 02, 2008

Koinobori

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Koinobori (literalmente, Subida das carpas) é um costume do povo japonês de comemorar o Dia dos Meninos no dia cinco de maio hasteando birutas em forma de carpa. O costume anterior à restauração Meiji chamava-se fukinagashi[1].

meditation

The Human Body Energy Centers, Beautiful! (1 of 3)
http://www.youtube.com/watch?v=7gpjJUbPfzY&feature=related
The Human Body Energy Centers, Beautiful! (2 of 3)
http://www.youtube.com/watch?v=DMxKffswZ1Q&feature=related
The Human Body Energy Centers, Beautiful! (3 of 3)

quinta-feira, maio 01, 2008

encruzilhada carioca

A nossa intervenção será na encruzilhada das avenidas presidente vargas com rio branco, entre as 11 da manhã às três da tarde dessa segunda-feira e lá realizar nosso evento nadista.
Propostas são super bem-vindas, mas precisam ser factíveis com o tempo que temos para realizá-las.
Com certeza teremos faixas com dizeres como "chute o balde!" , "faça nada" e "trabalho mata", entre outras. Amanhã (sexta) vamos comprar o morim e à tarde, pintar as faixas.
Filipetas serão distribuídas aos passantes com temas nadistas.
Uma enorme bandeira (nadista ou flamenguista?) será hasteada.
Ouvi dizer que alguém está aprontando uma fila de camas para passar pelo sinal fechado. E que serão tantas as camas, umas atrás das outras, que quando o sinal abrir ainda vai ter cama passando a faixa. Ouvi dizer...que a produção está tentando confirmar a presença da globo, mas há membros que são contra a empresa do falecido roberto marinho. Também ouvi dizer que um "executivo" será despido e humilhado no centro da cidade. E que lhe cortarão a gravata do pescoço dele e seus pedaços serão distribuídos como souvenir do Dia do Nada. Ouvi dizer. E que o pessoal do evento "que situação, hein, debord?" vai filmar tudo e passar no telão em frente ao Centro Cultural Banco do Brasil (RJ) na terça-feira, dia do encerramento do evento debordista.
Eu, como sempre, passo fome. (curtiram o jogo de palavras?).
Então é isso aí rapaziada. Conto com vocês. Postem suas respostas - por favor - nos comentários do blog e mandem as imagens (de onde for, pois o dia do nada não é um lugar, mas um propósito) posteriormente, para publicarmos.

corcovado?

01 de maio


"que trabalho é esse que mandaram me chamar? se for pra carregar pedra não adianta, eu não vou lá!"
paulinho da viola

segunda-feira, abril 28, 2008

2008

ABERTA A TEMPORADA

CONVITE
QUEM TIVER A FIM DE PARTICIPAR COMO POSTADOR DESTE BLOG É SÓ MANDAR UM COMENTÁRIO COM O E-MAIL PARA EU FAZER A ADIÇÃO.

MANIFESTA E APRESENTAÇÃO

MANIFESTA

O Dia do Nada é um evento de caráter filosófico, antropológico, sociológico, científico, religioso e artístico, que atravessa todas estas áreas do conhecimento humano, para, absolutamente, nada ser.

Seu próprio nome já diz tudo e qualquer apropriação do Dia do Nada só pode existir de maneira crítica, não autoral e não objetual. Qualquer tentativa de usá-lo em sentido diverso da desobjetivação, deixa de ser Dia do Nada.

Tal argumentação em defesa de princípios, salvaguarda uma das questões que fazem parte do eixo central de seu programa ideológico, que é a especulação sobre o trabalho que se tem em realizá-lo.

Ora, em física, a definição de trabalho é a energia gasta por um corpo em movimento, de um ponto a outro. Portanto, o Dia do Nada, pelo seu próprio caráter, não se opõe ao trabalho, mas ao trabalho desprazeroso, mecânico e explorador. Ele não é contra o trabalho. Ele é a favor do prazer em fazer. Por isso, não se trata de não fazer nada, mas de FAZER NADA, o que é muito diferente uma da outra coisa.

Por outro lado, tem no niilismo de Nietzsche e no existencialismo de Heidegger uma mirada filosófica em direção ao nada fazer, ao nada buscar, ao nada ser. Não otimista, mas atuante.

Em relação à arte o Dia do Nada se alinha a correntes onde a relação entre arte e vida tende ser abolida. E,por outro lado, fornece um tema para todo tipo de representação que vai do vazio ao silêncio, da fantasmagoria à sombra, dos buracos à ausência. Artistas como Andy Wharol, Yves Klein, Joseph Kosuth, Michael Heizer (duplo negativo) e muitos outros possuem obras tocante a esse tema tão caro ao pensamento ocidental quanto ao pensamento oriental. Na verdade, esse é um tema que coloca a lógica em suspensão, levando-nos a refletir sobre dimensões que cotidianamente não nos ocupamos, embora convivam cotidianamente conosco.

Traz, também, em sua essência, a busca última pregada pela doutrina Zen Budista, que é quando o discípulo atinge o Nirvana, a iluminação (satori), o absoluto, tornando-se um só com o vazio, o silêncio e o nada.

Esse estado de graça deixa de compreender o universo como realidade dicotômica e passa a incorporar os opostos como parte de uma mesma energia. Portanto, o nada é tudo. E tudo, é nada.

http://www.nothingday.hpgvip.ig.com.br

Breve apresentação:
O Dia do Nada nasce em 2002, em Londrina, depois de uma conversa com o Marcelinho, em Bela vista do Paraíso e depois que o Edson Barrus, no Rio de Janeiro, disse que só iria acreditar em arte quando ficar deitado em uma rede - ele estava deitado em uma quando disse isso - fosse uma manifestação artística.
O evento deixou de ser regional para se tornar nacional, depois latino americano e depois global. Agora, sabendo que o calendário Azteca tem um DDN, que os balineses comemoram seu DDN e que na Inglaterra, por causa da Margaret Tatcher, o DDN deles é comemorado na primeira segunda de maio, ficou fácil demais brincar de ser nadista. A cada ano surgem mostras curatoriais no mundo inteiro com esse tema, falando de sua urgência. E até no programa na Globo ainda vai aparecer alguém lá dizendo que inventou o NADA, por conta e risco próprio.
Enfim, o NADA engole tudo. E cá estamos nós, com a mala cheia de propostas para lançar e trabalhos para mostrar.

ADESÕES DDN 2008

e neste instante, lia reportagens no site da bbc, pedi que o navegador procurasse pelo "nada" na página, apenas na página,

vieram vários, fiz uma ou nenhuma intervenção em alguns, inventei outros:


"A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
à Holanda acabou sendo domi-nada pelo tema dos biocombustíveis"


"A propaganda contra, promovida pelos países ricos/OPEP, através da ONU
NADA mais é que tentar paralisar o processo de substituição do petróleo."

"não há nada de mais em ser...
Nada..."


"Quem não está nada contente com a idéia é o...
Cofre..."


"mas a resposta não é nada clara...tão pouco luiza..."


"Tudo ou nada para a...
Fenda..."


"Na última p(r)ar(n)ada da corrida eleitoral, ele por pouco não terminou sem nada, tendo se contentado com um Modesto..."


"Mas, sei não, se nada disso colar, o jeito vai ser..."

<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<

"Sim, é isso, é nada...
é só uma folha vazia de desenho...
e um homem em branco
na sala de TV
e...

´´´´´´

a transmissão da chuva..."

"Nada, restou a atmosfera:
a-ti-amor-fera..."


"Quem me dera um sossego a beira-ser
como quem a beira-mar,
Nada deseja...

Na-da...

..."

Anderson

acho que no dia do NADA deveríamos fazer TUDO... tudo que nos der vontade e na telha:

ligar pra aquele(a) cara que vc não tem coragem de dizer que quer dar pra ele; abrir um

vinho branco bem gelado logo de manhã: colocar um som bem alto e dançar muito,

sair a pé pro trabalho bem calmamente e chegar lá pelo meio-dia( e ir almoçar); viajar pra algum lugar desconhecido; sair fotografando a cidade que vc mora; escrever um poema

pra seu vizinho ou pintar seu quarto e deixar suas marcas pessoais( sejam lá quais forem); passar o dia elaborando algum depoimento ou crítica ou sugestão sobre temas sociais importantes e mandar para algum veículo de comunicação, usar outro tipo de vestimenta que vc não está habituado; pesquisar sobre assuntos ocultistas ou temas alienígenas,visitar algum lugar que vc costuma achar estranho; ler poemas em voz alta ; usar o dia inteiro pra fazer uma coisa considerada inútil e improdutiva. Escrever e-mails tolos e inúteis para conhecidos que estão longe e que te escrevem fazendo convites tolos e inúteis.

Salve a vida inútil !

Vera

proponho incluir uma campanha de cunho economico

nada de juros bancarios

nada de produtos chinezes

então o nada se torna o não pagamento dos juros bancarios

que financia a guerra e a industria belica

nada de carros na rua

nada de poços de petroleo nos mares

nada de amianto no ar emitido pelos freios dos carros

sera o nada a fazer que nada fara

abtaço

Mauro

praia, depois das faixas na presidente

Proponho depois ir todo mundo pra praia (que nem Merlina Mercuri em "Dolce Vita) nadar em Copacabana.

Bjs

Regina Vater
O Dia do Nada vai acontecer segunda que vem, dia 05.
Em Londrina o pessoal (Ronie, etc.) vai ocupar a sala do DCE de lá pra fazer nada lá.
Aqui no Rio de Janeiro o Giordani Maia propôs de a gente fazer faixas com temas nadistas (curtos e grossos: faça nada; chute o balde; trabalho mata, etc.) e ir para o sinal da av. presidente vargas fazer um auê lá! Proponho também de fazer filipetas/flyers para entregar para os motoristas e passantes, com o logotipo do DDN com frases que venho recolhendo desde 2002 sobre o nada (http:nothingday.blogspot.com).
Estou tentando ligar o Dia do Nada deste ano com o pessoal do "Que situação, hein, Debord?" e acho que vai dar pedal. Eles têm equipamentos para gravação e na terça feira estarão projetando a ação feita nas paredes de prédios no centro da cidade.
Vem junto? Tem outra proposta? quer participar do nosso grupo de emails? mande o seu para o meu pileggisa@gmail.com

Vídeo de Thomas Kaufmann

Eu fiz um projeto ano passado, junto com Fernando Codeço. Ele entrou num mercado e durante 3 horas não fez nada, só ficou parado. Pode assistir aqui:

http://de.youtube.com/watch?v=k0t5MQpCKbk

2007 e 2006

DDN 2007 - Resistir no ócio é fundamental.


DDN-2006 (coincidindo com o Dia do trabalho)

terça-feira, dezembro 04, 2007

quarta-feira, novembro 28, 2007

quinta-feira, maio 24, 2007

na/da

O homem civilizado, ocidental, greco-judáico-cristão, sempre viu a si próprio como alguém na paisagem, mas nunca como alguém da paisagem.

quinta-feira, maio 10, 2007

contribuições

NADEI no dia do NADA!
Beijos
Regina Vater

quarta-feira, maio 09, 2007

Como foi na ROCHA POMBO

Só sei que a praça ROCHA POMBO está cada vez mais (DETO)NADA.
E que está mais calor este ano do que o outro, que estava mais calor que o anterior.
E que as velhas putas deram lugar às meninas. Putinhas menor de idade. Crianças.
E que os vagabundos bêbados deram lugar aos marginaizinhos de crack, olhando torto a gente.
E que um velho caiu da escada, à nossa frente, ferindo-se. E juntou gente pra ver.
E não passou nenhum polícia lá, desta vez.

TRIBUTO AO AR - GOTO


clique na foto para ver:

DDN do Goto

Hoje acordei com o primeiro sol alaranjado na parede branca do quarto... Estiquei a cabeça até a janela para ver a silhueta da Serra do Mar quase inteira no horizonte: o Pico Paraná, o Marumbi, o Anhangava, o Pão de Ló... Quando o inverno se aproxima, a alvorada se afasta, um pouco do leste ao nordeste. Um pouco. O sol nasce agora exatamente no meio do cume duplo do Pico Paraná, o mais alto da Serra. É sempre bom de ver. Nem que seja pra em seguida afundar na cama novamente, pra raspar o resto de sono de dentro do corpo. Deitei, e espreguicei. Pensei: que dia bom pra fazer nada...

Não foi assim. Atividades. Objetos & verbos. Contas pra pagar, aparelho de DVD para arrumar, monografias pra ler, projeto a encaminhar, entrevista pra dar, trabalho pra continuar, grana para pleitear.

Caminhei muito na rua, em meditação automática. Atravessei o calçadão da Rua das Flores 4 vezes, entre idas e vindas. Num nobre trajeto entre a Visconde de Guarapuava e o Solar do Barão: bota a praça Rui Barbosa, a Osório, a Boca Maldita e a Praça Tiradentes no meio só para rechear de tempo as distâncias, entre muitas ruas mais atravessadas no caminho. Entre o trânsito e o transe, uma pausa. Sentado num banco à sombra das altas árvores da Praça Osório, depois de almoçar um creme de açaí na Winners. Para descansar e ler. Estendi minhas percepções distraidamente da escrita à imagem (distraídos venceremos?) seguindo o vôo de uma bela borboleta preta repleta de pintas azuis, e algumas brancas, como que espirrada de tinta pela fricção de uma escova. Pollock não faria melhor. A pintura é a natureza, e ainda voa! Incrível (Deus é incrível!) foi ver a cor alaranjada sob suas asas, um laranja peludo, um tom de sol nascente na Serra do Mar! Fiz uma solitária reverência mental ao dia do nada, continuei contemplando, e depois parti.

Goto (zero hora agora, entre 7 e 8 de maio de 2007, em Curitiba)

segunda-feira, maio 07, 2007

goto

click na imagem para ver:
uma crítica ao trabalho alienado!
uma minimalista seqüência alfabética.
levando ao cansaço, ao sono...
e inesperadamente,
ao sonho.

quis dirigir uma idéia como se tudo fosse intenção;
e ao final,
o resultado zombou de mim!

Me conformei ao acaso.

domingo, maio 06, 2007

quem quiser postar manda um email.

coisas.sa@gmail.com

Trecho de correspondência

...Mas pra amanhã, acho que vai ser mais "simbólico" e "reflexivo" do que de ação, propriamente. Exibir trabalhos a gente pode fazer como projeto, com ações melhor planejadas, conhecendo o lugar das ações. Se vc fizer duas bolhas de sabão amanhã, fechada no seu quarto, pô, Gabi, já é.
Estou em Londrina e a gente vai pra praça de sempre. Uma turminha. Lá pensar, conversar.
Pelo menos, a gente tem a desculpa que Deus, se inventou os números, descansou no dia 07, ou, no sétimo dia e o dia do nada e o descanso têm muito a ver, né?
Outra muito boa - essa para o circuito - é o papo do "retard", em M.D. (mARCEL dCHUPAMP). Acho que é a Rosalind que fala disso, num texto que que o papo é indícios, mas esqueci o nome dele agora (mal de não ter computador com internet na mão).
Uma imagem: o Matta-Clark, de bicicleta preparada, com equipamento de oxigênio, downtown de NY, vendendo ar puro para os tecnocratas e financistas.
"Gordon Matta-Clark’s portable breathing station is a commentary on the endangered atmosphere of the urban environment of the ’70s as well as the present, and preceded the recent trend of oxygen bars in the blighted metropolises by decades."

segunda-feira, abril 30, 2007

o número 07

MILÊNIO E SHABAT
Rabino Nilton Bonder

http://www.cjb.org.br/khokhma/shabat/shabat_mil.htm

O dia 31 de Dezembro deste último ano do milênio no calendário ocidental ocorre numa Sexta-feira à noite, quando começa o shabat para a tradição judaica.
Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção inspirado no descanso divino no sétimo dia da Criação. Muito além de uma proposta trabalhista já conquistada em grande parte das sociedades do planeta, shabat entende a pausa como fundamental para a saúde de tudo que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente; onde o meio-ambiente e a terra imploram por uma folga, uma pausa; onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo - shabat é uma necessidade do planeta. A terra, Gaia, nós e nossas famílias precisamos da pausa que revigora. Prazer, vitalidade e criatividade dependem destas pausas que estamos negligenciando.
Hoje o tempo de "pausa" é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações para não nos ocuparmos. A própria palavra "entretenimento" indica o desejo de não parar. É a busca de algo que nos distraia para que não possamos estar totalmente presentes. Estamos cansados mesmo quando descansados. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a industria do entretenimento só pode crescer nestas condições.
Nossas cidades se parecem arquitetonicamente cada vez mais com a Disneylândia e o tipo de emoções que buscamos, também. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas.
Fim de um dia com gosto de vazio; um divertido que não é nem ruim nem bom. Dia pronto para ser esquecido não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo.
Estamos entrando o milênio num mundo que é um grande shopping. A internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas de Ocidente e Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.
Hoje não se consegue parar a não ser que seja no fim. Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. Os olhos não têm muito tempo para ver e recorrem à memória para recuperar o que a retina apreendera. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.
As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado, a noite de penumbra e o simples de uma lipo.
Nossos artistas só sabem fazer instalações - dispor para funcionar. Nossos namorados querem "ficar", trocando o "ser" pelo "estar".
Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XX - um dia seremos nossos. Do escambo por carinho e tempo, evoluímos para a compra de carinho e tempo. Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco.
Nunca corremos tanto e deixamos tanto inacabado. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos.
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é uma interrupção. Mas isto nos parece difícil de entender. E assim o sol não pára de nascer e a semana de acabar. O mês passa rápido - menos que o salário - mas quando se viu o ano já passou. Do jeito que estamos, não tarda muito, o milênio já foi.
Shabat é pausa. O dia de não se trabalhar não é o dia de distrair - literalmente "tornar desatento".
É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que se fazem as famílias no descanso -- "o que vamos fazer hoje?" -- é marcada por ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo.
O tempo por não existir faz mal a quem quer controla-lo. Quem "ganha tempo", por definição perde. Quem "mata tempo", se fere mortalmente. E este é o grande "radical livre" que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria, um artigo.
Em tempos de milênio temos que resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada.
A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar. Afinal, por que mesmo que o Criador descansou? Talvez porque mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.

NOTÍCIAS DO DDN

O vento veio lá do sul.Caiu uma boa chuva aqui ontem, mas ainda precisa de mais água para o verde vir.Estamos "xamando" todo mundo para fazer o DIA DO NADA com DANÇA DA CHUVA, no Espaço do ENEI, em Santa Teresa, RJ, com o pessoal do CHAVE MESTRA (a confirmar) Ronie Peterson cheio de idéias em Londrina Ana Lucca, em cena, vai entrar em locais onde se consome (restaurantes, por exemplo, ela me disse) e não consumir. Ficar lá até que... Romano vai de rádio telepatia : umadas idéias é usar a Gentil como ponto para montar a rádio e usar o celular das pessoas da rua para enviar mensagens on line para computador. Fazendo dessa uma das programações possíveis. Quem vai apagar as luzes da mansão do Al Gore, hein? O start está dado. Sei que tem mais gente agitando por aí. E por aqui vou colocando as produções no ar. DDN 2007

LANÇANDO OS DADOS

Lançamento da proposta para o DIA DO NADA 2007

Não custa lembrar:
O DDN cai sempre na primeira segunda de maio. Este ano, portanto, cai no Dia 07 de maio. Segunda-feira.

Definição simplista:
DDN não é contra o trabalho. É contra o trabalho desprazeroso, mecânico, robotizado, escravo.
Questiona a mais-valia e o lucro, sob todos os ângulos e hipóteses.
Descrê do progresso industrial e do uso da tecnologia eletrônica como evolução da espécie.
Ri do processo civilizatório.

DDN não é para NÃO fazer nada. O desafio, aliás, e este. A idéia é: fazer nada.
Tudo é trabalho. Tudo dá trabalho. Trabalho, em física, é a energia gasta por um corpo para se movimentar entre dois pontos. Portanto, enquanto o coração bater, existe o trabalho. E a idéia do Nada e do Vazio colocada em movimento como uma ação não cartesiana, melhor, como poética, é a questão.


Constatação
Por causa do Efeito Estufa, gerado pela emissão descontrolada de gases poluentes na atmosfera, principalmente CO2, a temperatura do Planeta está se elevando. O clima está se alterando, as estações do ano perderam suas definições. As águas de março ainda não chegaram e, mesmo em maio, o verão ainda não foi fechado.

O paradoxo quente
Voltemos à Física: se as partículas ficam em movimento constante, em atrito permanente, a velocidades cada vez maiores, então os corpos tendem à combustão, gerando cada vez mais calor. Esquentando mais, faz-se necessário, na nossa sociedade de mercado, um maior uso de refrigerador, ventilador, ar-condicionado, enfim, não queremos abrir mão do conforto industrial que deus nos deu, certo? Acontece que isso acaba gerando um maior gasto de energia, aumentando, assim, o calor. E Eis, assim, montado o paradoxo que nos coloca, a todos, dentro de um circuito vicioso cujo fim não precisamos de nenhuma lâmpada mágica para adivinhar seu desfecho.

Visão crítica
Para Al Gore e para os mercadores da vida o desastre ambiental representa Eco_dólares. E se aproveitam do calor que está fazendo para ganhar mais dinheiro vendendo ventiladores. Ou fazendo projetos mirabolantes como a construção de guarda-sóis no espaço, sucção do CO2 da atmosfera usando como depósito as reservas exauridas de petróleo, etc. Fazem acreditar que a tecnologia de ponta pode resolver o problema do desastre ambiental e que podem resolver o problema mundial por cada um de nós. No máximo, propõem a troca do uso de produtos mais poluentes, por outros, novos, modernos e "ecológicos". Como se o material usado na fabricação desses produtos e o lixo dos outros, descartados, não interferisse, ainda mais, no problema ambiental.

O que é preciso pensar, em primeiro lugar, é que nossa cultura foi toda construída sobre os alicerces do domínio à natureza. E nunca de integração. O homem civilizado, ocidental, greco-judáico-cristão, sempre viu a si próprio como alguém na paisagem, mas nunca como alguém da paisagem. A natureza sempre lhe foi o fora. E o dentro sempre foi aquilo que ele construiu para vencer a natureza, chegando ao ponto que estamos vivendo agora, que é a de perder todo o contato e relação com ela e recebendo de troco um delicioso "tchau, humanidade, vocês são uns chatos".


Proposta do DDN
Desmontar o discurso catastrofista dos apocalípticos que lucram com a miséria humana (neopentecostais, niilistas de plantão, comunistas endinheirados) e dos conformistas que acham que "isso não vai mudar nunca", já é uma maneira de tornar o problema menos insolúvel. Deter imediatamente a voracidade consumista, então, já é caminhar, a passos largos, em direção de um outro tipo de relação do homem com a natureza. Isto é, de integração e harmonia.
Mas não basta apenas desligar o ventilador durante quinze minutos e ficar de braços cruzados, com tédio e raiva, passando calor. É preciso que o espaço e o tempo sejam utilizados de maneira criativa e lúdica como resposta vital a esse modo de viver que nos quer reféns do impulso de morte. É possível utilizar a as energias emanadas pela própria natureza, a nosso favor, sem ter de gastar um centavo por isso. Ao contrário, para nos humanizar através delas.
E o que nos torna mais profundamente humanos é a nossa capacidade de compreender a realidade e rir, quando, ao invés de nos lamentar pela situação ou de nos perder em abstrações intelectualizadas, agimos.

Questão concreta
Para o DDN, tanto quanto para a filosofia oriental e para a cultura indígena, agir é não-agir. É deixar acontecer. Como na Capoeira de Angola. Como no Judô. Usar a força, o impulso e o movimento do oponente, contra ele próprio. A nosso favor.
O devir do vento, portanto, que dá movimento a essas palavras. Não só a hélice do ventilador, no caso acima descrito, para combater o calor. Mas a vela do barco. Aqui, brincando com as folhas soltas das palavras da árvore-idéia, como uma aposta no lúdico.

Recado dado
Semana passada, na casa do Jarbas Lopes – que tem uma chácara em Maricá, cujo limite de sua propriedade é uma falésia, um corte abrupto na faixa de terra, que dá diretamente em uma lagoa formada por uma cadeia de montanhas, perto de Niterói – veio a solução do paradoxo do ventilador, que me assaltava desde que comecei a pensar em um tema para o DDN deste ano. Ou seja, o que propor para alguém fazer no lugar do ficar embaixo do ventilador desligado?
Foram as próprias crianças, sobrinhas e filhos do Jarbas, quem resolveram o problema. Não que elas soubessem de toda essa elaboração mental. Não é isso. O que aconteceu foi que havia várias redes de dormir – com mosquiteiro e tudo – lá e as crianças pediram ao Jarbas para dormir fora de casa, nas redes, dependuradas na árvore que fica perto da falésia. E foi uma festa. Amarramos umas seis redes na árvore e passamos a noite lá, entre a brisa que suavizava o calor que fazia e a paisagem imponente, ao longe. Sons, só de coruja, de vez em quando, e causos, que foram contados até as crianças pegarem no sono.
Como um recado dado, o DDN me apareceu com essa idéia pronta. E eu só tive o trabalho de contar o que aconteceu, embalado pelo vento.

sexta-feira, abril 27, 2007