sexta-feira, maio 02, 2008

Koinobori

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Koinobori (literalmente, Subida das carpas) é um costume do povo japonês de comemorar o Dia dos Meninos no dia cinco de maio hasteando birutas em forma de carpa. O costume anterior à restauração Meiji chamava-se fukinagashi[1].

meditation

The Human Body Energy Centers, Beautiful! (1 of 3)
http://www.youtube.com/watch?v=7gpjJUbPfzY&feature=related
The Human Body Energy Centers, Beautiful! (2 of 3)
http://www.youtube.com/watch?v=DMxKffswZ1Q&feature=related
The Human Body Energy Centers, Beautiful! (3 of 3)

quinta-feira, maio 01, 2008

encruzilhada carioca

A nossa intervenção será na encruzilhada das avenidas presidente vargas com rio branco, entre as 11 da manhã às três da tarde dessa segunda-feira e lá realizar nosso evento nadista.
Propostas são super bem-vindas, mas precisam ser factíveis com o tempo que temos para realizá-las.
Com certeza teremos faixas com dizeres como "chute o balde!" , "faça nada" e "trabalho mata", entre outras. Amanhã (sexta) vamos comprar o morim e à tarde, pintar as faixas.
Filipetas serão distribuídas aos passantes com temas nadistas.
Uma enorme bandeira (nadista ou flamenguista?) será hasteada.
Ouvi dizer que alguém está aprontando uma fila de camas para passar pelo sinal fechado. E que serão tantas as camas, umas atrás das outras, que quando o sinal abrir ainda vai ter cama passando a faixa. Ouvi dizer...que a produção está tentando confirmar a presença da globo, mas há membros que são contra a empresa do falecido roberto marinho. Também ouvi dizer que um "executivo" será despido e humilhado no centro da cidade. E que lhe cortarão a gravata do pescoço dele e seus pedaços serão distribuídos como souvenir do Dia do Nada. Ouvi dizer. E que o pessoal do evento "que situação, hein, debord?" vai filmar tudo e passar no telão em frente ao Centro Cultural Banco do Brasil (RJ) na terça-feira, dia do encerramento do evento debordista.
Eu, como sempre, passo fome. (curtiram o jogo de palavras?).
Então é isso aí rapaziada. Conto com vocês. Postem suas respostas - por favor - nos comentários do blog e mandem as imagens (de onde for, pois o dia do nada não é um lugar, mas um propósito) posteriormente, para publicarmos.

corcovado?

01 de maio


"que trabalho é esse que mandaram me chamar? se for pra carregar pedra não adianta, eu não vou lá!"
paulinho da viola

segunda-feira, abril 28, 2008

2008

ABERTA A TEMPORADA

CONVITE
QUEM TIVER A FIM DE PARTICIPAR COMO POSTADOR DESTE BLOG É SÓ MANDAR UM COMENTÁRIO COM O E-MAIL PARA EU FAZER A ADIÇÃO.

MANIFESTA E APRESENTAÇÃO

MANIFESTA

O Dia do Nada é um evento de caráter filosófico, antropológico, sociológico, científico, religioso e artístico, que atravessa todas estas áreas do conhecimento humano, para, absolutamente, nada ser.

Seu próprio nome já diz tudo e qualquer apropriação do Dia do Nada só pode existir de maneira crítica, não autoral e não objetual. Qualquer tentativa de usá-lo em sentido diverso da desobjetivação, deixa de ser Dia do Nada.

Tal argumentação em defesa de princípios, salvaguarda uma das questões que fazem parte do eixo central de seu programa ideológico, que é a especulação sobre o trabalho que se tem em realizá-lo.

Ora, em física, a definição de trabalho é a energia gasta por um corpo em movimento, de um ponto a outro. Portanto, o Dia do Nada, pelo seu próprio caráter, não se opõe ao trabalho, mas ao trabalho desprazeroso, mecânico e explorador. Ele não é contra o trabalho. Ele é a favor do prazer em fazer. Por isso, não se trata de não fazer nada, mas de FAZER NADA, o que é muito diferente uma da outra coisa.

Por outro lado, tem no niilismo de Nietzsche e no existencialismo de Heidegger uma mirada filosófica em direção ao nada fazer, ao nada buscar, ao nada ser. Não otimista, mas atuante.

Em relação à arte o Dia do Nada se alinha a correntes onde a relação entre arte e vida tende ser abolida. E,por outro lado, fornece um tema para todo tipo de representação que vai do vazio ao silêncio, da fantasmagoria à sombra, dos buracos à ausência. Artistas como Andy Wharol, Yves Klein, Joseph Kosuth, Michael Heizer (duplo negativo) e muitos outros possuem obras tocante a esse tema tão caro ao pensamento ocidental quanto ao pensamento oriental. Na verdade, esse é um tema que coloca a lógica em suspensão, levando-nos a refletir sobre dimensões que cotidianamente não nos ocupamos, embora convivam cotidianamente conosco.

Traz, também, em sua essência, a busca última pregada pela doutrina Zen Budista, que é quando o discípulo atinge o Nirvana, a iluminação (satori), o absoluto, tornando-se um só com o vazio, o silêncio e o nada.

Esse estado de graça deixa de compreender o universo como realidade dicotômica e passa a incorporar os opostos como parte de uma mesma energia. Portanto, o nada é tudo. E tudo, é nada.

http://www.nothingday.hpgvip.ig.com.br

Breve apresentação:
O Dia do Nada nasce em 2002, em Londrina, depois de uma conversa com o Marcelinho, em Bela vista do Paraíso e depois que o Edson Barrus, no Rio de Janeiro, disse que só iria acreditar em arte quando ficar deitado em uma rede - ele estava deitado em uma quando disse isso - fosse uma manifestação artística.
O evento deixou de ser regional para se tornar nacional, depois latino americano e depois global. Agora, sabendo que o calendário Azteca tem um DDN, que os balineses comemoram seu DDN e que na Inglaterra, por causa da Margaret Tatcher, o DDN deles é comemorado na primeira segunda de maio, ficou fácil demais brincar de ser nadista. A cada ano surgem mostras curatoriais no mundo inteiro com esse tema, falando de sua urgência. E até no programa na Globo ainda vai aparecer alguém lá dizendo que inventou o NADA, por conta e risco próprio.
Enfim, o NADA engole tudo. E cá estamos nós, com a mala cheia de propostas para lançar e trabalhos para mostrar.

ADESÕES DDN 2008

e neste instante, lia reportagens no site da bbc, pedi que o navegador procurasse pelo "nada" na página, apenas na página,

vieram vários, fiz uma ou nenhuma intervenção em alguns, inventei outros:


"A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
à Holanda acabou sendo domi-nada pelo tema dos biocombustíveis"


"A propaganda contra, promovida pelos países ricos/OPEP, através da ONU
NADA mais é que tentar paralisar o processo de substituição do petróleo."

"não há nada de mais em ser...
Nada..."


"Quem não está nada contente com a idéia é o...
Cofre..."


"mas a resposta não é nada clara...tão pouco luiza..."


"Tudo ou nada para a...
Fenda..."


"Na última p(r)ar(n)ada da corrida eleitoral, ele por pouco não terminou sem nada, tendo se contentado com um Modesto..."


"Mas, sei não, se nada disso colar, o jeito vai ser..."

<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<

"Sim, é isso, é nada...
é só uma folha vazia de desenho...
e um homem em branco
na sala de TV
e...

´´´´´´

a transmissão da chuva..."

"Nada, restou a atmosfera:
a-ti-amor-fera..."


"Quem me dera um sossego a beira-ser
como quem a beira-mar,
Nada deseja...

Na-da...

..."

Anderson

acho que no dia do NADA deveríamos fazer TUDO... tudo que nos der vontade e na telha:

ligar pra aquele(a) cara que vc não tem coragem de dizer que quer dar pra ele; abrir um

vinho branco bem gelado logo de manhã: colocar um som bem alto e dançar muito,

sair a pé pro trabalho bem calmamente e chegar lá pelo meio-dia( e ir almoçar); viajar pra algum lugar desconhecido; sair fotografando a cidade que vc mora; escrever um poema

pra seu vizinho ou pintar seu quarto e deixar suas marcas pessoais( sejam lá quais forem); passar o dia elaborando algum depoimento ou crítica ou sugestão sobre temas sociais importantes e mandar para algum veículo de comunicação, usar outro tipo de vestimenta que vc não está habituado; pesquisar sobre assuntos ocultistas ou temas alienígenas,visitar algum lugar que vc costuma achar estranho; ler poemas em voz alta ; usar o dia inteiro pra fazer uma coisa considerada inútil e improdutiva. Escrever e-mails tolos e inúteis para conhecidos que estão longe e que te escrevem fazendo convites tolos e inúteis.

Salve a vida inútil !

Vera

proponho incluir uma campanha de cunho economico

nada de juros bancarios

nada de produtos chinezes

então o nada se torna o não pagamento dos juros bancarios

que financia a guerra e a industria belica

nada de carros na rua

nada de poços de petroleo nos mares

nada de amianto no ar emitido pelos freios dos carros

sera o nada a fazer que nada fara

abtaço

Mauro

praia, depois das faixas na presidente

Proponho depois ir todo mundo pra praia (que nem Merlina Mercuri em "Dolce Vita) nadar em Copacabana.

Bjs

Regina Vater
O Dia do Nada vai acontecer segunda que vem, dia 05.
Em Londrina o pessoal (Ronie, etc.) vai ocupar a sala do DCE de lá pra fazer nada lá.
Aqui no Rio de Janeiro o Giordani Maia propôs de a gente fazer faixas com temas nadistas (curtos e grossos: faça nada; chute o balde; trabalho mata, etc.) e ir para o sinal da av. presidente vargas fazer um auê lá! Proponho também de fazer filipetas/flyers para entregar para os motoristas e passantes, com o logotipo do DDN com frases que venho recolhendo desde 2002 sobre o nada (http:nothingday.blogspot.com).
Estou tentando ligar o Dia do Nada deste ano com o pessoal do "Que situação, hein, Debord?" e acho que vai dar pedal. Eles têm equipamentos para gravação e na terça feira estarão projetando a ação feita nas paredes de prédios no centro da cidade.
Vem junto? Tem outra proposta? quer participar do nosso grupo de emails? mande o seu para o meu pileggisa@gmail.com

Vídeo de Thomas Kaufmann

Eu fiz um projeto ano passado, junto com Fernando Codeço. Ele entrou num mercado e durante 3 horas não fez nada, só ficou parado. Pode assistir aqui:

http://de.youtube.com/watch?v=k0t5MQpCKbk

2007 e 2006

DDN 2007 - Resistir no ócio é fundamental.


DDN-2006 (coincidindo com o Dia do trabalho)

terça-feira, dezembro 04, 2007

quarta-feira, novembro 28, 2007

quinta-feira, maio 24, 2007

na/da

O homem civilizado, ocidental, greco-judáico-cristão, sempre viu a si próprio como alguém na paisagem, mas nunca como alguém da paisagem.

quinta-feira, maio 10, 2007

contribuições

NADEI no dia do NADA!
Beijos
Regina Vater

quarta-feira, maio 09, 2007

Como foi na ROCHA POMBO

Só sei que a praça ROCHA POMBO está cada vez mais (DETO)NADA.
E que está mais calor este ano do que o outro, que estava mais calor que o anterior.
E que as velhas putas deram lugar às meninas. Putinhas menor de idade. Crianças.
E que os vagabundos bêbados deram lugar aos marginaizinhos de crack, olhando torto a gente.
E que um velho caiu da escada, à nossa frente, ferindo-se. E juntou gente pra ver.
E não passou nenhum polícia lá, desta vez.

TRIBUTO AO AR - GOTO


clique na foto para ver:

DDN do Goto

Hoje acordei com o primeiro sol alaranjado na parede branca do quarto... Estiquei a cabeça até a janela para ver a silhueta da Serra do Mar quase inteira no horizonte: o Pico Paraná, o Marumbi, o Anhangava, o Pão de Ló... Quando o inverno se aproxima, a alvorada se afasta, um pouco do leste ao nordeste. Um pouco. O sol nasce agora exatamente no meio do cume duplo do Pico Paraná, o mais alto da Serra. É sempre bom de ver. Nem que seja pra em seguida afundar na cama novamente, pra raspar o resto de sono de dentro do corpo. Deitei, e espreguicei. Pensei: que dia bom pra fazer nada...

Não foi assim. Atividades. Objetos & verbos. Contas pra pagar, aparelho de DVD para arrumar, monografias pra ler, projeto a encaminhar, entrevista pra dar, trabalho pra continuar, grana para pleitear.

Caminhei muito na rua, em meditação automática. Atravessei o calçadão da Rua das Flores 4 vezes, entre idas e vindas. Num nobre trajeto entre a Visconde de Guarapuava e o Solar do Barão: bota a praça Rui Barbosa, a Osório, a Boca Maldita e a Praça Tiradentes no meio só para rechear de tempo as distâncias, entre muitas ruas mais atravessadas no caminho. Entre o trânsito e o transe, uma pausa. Sentado num banco à sombra das altas árvores da Praça Osório, depois de almoçar um creme de açaí na Winners. Para descansar e ler. Estendi minhas percepções distraidamente da escrita à imagem (distraídos venceremos?) seguindo o vôo de uma bela borboleta preta repleta de pintas azuis, e algumas brancas, como que espirrada de tinta pela fricção de uma escova. Pollock não faria melhor. A pintura é a natureza, e ainda voa! Incrível (Deus é incrível!) foi ver a cor alaranjada sob suas asas, um laranja peludo, um tom de sol nascente na Serra do Mar! Fiz uma solitária reverência mental ao dia do nada, continuei contemplando, e depois parti.

Goto (zero hora agora, entre 7 e 8 de maio de 2007, em Curitiba)

segunda-feira, maio 07, 2007

goto

click na imagem para ver:
uma crítica ao trabalho alienado!
uma minimalista seqüência alfabética.
levando ao cansaço, ao sono...
e inesperadamente,
ao sonho.

quis dirigir uma idéia como se tudo fosse intenção;
e ao final,
o resultado zombou de mim!

Me conformei ao acaso.

domingo, maio 06, 2007

quem quiser postar manda um email.

coisas.sa@gmail.com

Trecho de correspondência

...Mas pra amanhã, acho que vai ser mais "simbólico" e "reflexivo" do que de ação, propriamente. Exibir trabalhos a gente pode fazer como projeto, com ações melhor planejadas, conhecendo o lugar das ações. Se vc fizer duas bolhas de sabão amanhã, fechada no seu quarto, pô, Gabi, já é.
Estou em Londrina e a gente vai pra praça de sempre. Uma turminha. Lá pensar, conversar.
Pelo menos, a gente tem a desculpa que Deus, se inventou os números, descansou no dia 07, ou, no sétimo dia e o dia do nada e o descanso têm muito a ver, né?
Outra muito boa - essa para o circuito - é o papo do "retard", em M.D. (mARCEL dCHUPAMP). Acho que é a Rosalind que fala disso, num texto que que o papo é indícios, mas esqueci o nome dele agora (mal de não ter computador com internet na mão).
Uma imagem: o Matta-Clark, de bicicleta preparada, com equipamento de oxigênio, downtown de NY, vendendo ar puro para os tecnocratas e financistas.
"Gordon Matta-Clark’s portable breathing station is a commentary on the endangered atmosphere of the urban environment of the ’70s as well as the present, and preceded the recent trend of oxygen bars in the blighted metropolises by decades."

segunda-feira, abril 30, 2007

o número 07

MILÊNIO E SHABAT
Rabino Nilton Bonder

http://www.cjb.org.br/khokhma/shabat/shabat_mil.htm

O dia 31 de Dezembro deste último ano do milênio no calendário ocidental ocorre numa Sexta-feira à noite, quando começa o shabat para a tradição judaica.
Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção inspirado no descanso divino no sétimo dia da Criação. Muito além de uma proposta trabalhista já conquistada em grande parte das sociedades do planeta, shabat entende a pausa como fundamental para a saúde de tudo que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente; onde o meio-ambiente e a terra imploram por uma folga, uma pausa; onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo - shabat é uma necessidade do planeta. A terra, Gaia, nós e nossas famílias precisamos da pausa que revigora. Prazer, vitalidade e criatividade dependem destas pausas que estamos negligenciando.
Hoje o tempo de "pausa" é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações para não nos ocuparmos. A própria palavra "entretenimento" indica o desejo de não parar. É a busca de algo que nos distraia para que não possamos estar totalmente presentes. Estamos cansados mesmo quando descansados. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a industria do entretenimento só pode crescer nestas condições.
Nossas cidades se parecem arquitetonicamente cada vez mais com a Disneylândia e o tipo de emoções que buscamos, também. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas.
Fim de um dia com gosto de vazio; um divertido que não é nem ruim nem bom. Dia pronto para ser esquecido não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo.
Estamos entrando o milênio num mundo que é um grande shopping. A internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas de Ocidente e Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.
Hoje não se consegue parar a não ser que seja no fim. Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. Os olhos não têm muito tempo para ver e recorrem à memória para recuperar o que a retina apreendera. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.
As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado, a noite de penumbra e o simples de uma lipo.
Nossos artistas só sabem fazer instalações - dispor para funcionar. Nossos namorados querem "ficar", trocando o "ser" pelo "estar".
Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XX - um dia seremos nossos. Do escambo por carinho e tempo, evoluímos para a compra de carinho e tempo. Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco.
Nunca corremos tanto e deixamos tanto inacabado. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos.
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é uma interrupção. Mas isto nos parece difícil de entender. E assim o sol não pára de nascer e a semana de acabar. O mês passa rápido - menos que o salário - mas quando se viu o ano já passou. Do jeito que estamos, não tarda muito, o milênio já foi.
Shabat é pausa. O dia de não se trabalhar não é o dia de distrair - literalmente "tornar desatento".
É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que se fazem as famílias no descanso -- "o que vamos fazer hoje?" -- é marcada por ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo.
O tempo por não existir faz mal a quem quer controla-lo. Quem "ganha tempo", por definição perde. Quem "mata tempo", se fere mortalmente. E este é o grande "radical livre" que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria, um artigo.
Em tempos de milênio temos que resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada.
A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar. Afinal, por que mesmo que o Criador descansou? Talvez porque mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.

NOTÍCIAS DO DDN

O vento veio lá do sul.Caiu uma boa chuva aqui ontem, mas ainda precisa de mais água para o verde vir.Estamos "xamando" todo mundo para fazer o DIA DO NADA com DANÇA DA CHUVA, no Espaço do ENEI, em Santa Teresa, RJ, com o pessoal do CHAVE MESTRA (a confirmar) Ronie Peterson cheio de idéias em Londrina Ana Lucca, em cena, vai entrar em locais onde se consome (restaurantes, por exemplo, ela me disse) e não consumir. Ficar lá até que... Romano vai de rádio telepatia : umadas idéias é usar a Gentil como ponto para montar a rádio e usar o celular das pessoas da rua para enviar mensagens on line para computador. Fazendo dessa uma das programações possíveis. Quem vai apagar as luzes da mansão do Al Gore, hein? O start está dado. Sei que tem mais gente agitando por aí. E por aqui vou colocando as produções no ar. DDN 2007

LANÇANDO OS DADOS

Lançamento da proposta para o DIA DO NADA 2007

Não custa lembrar:
O DDN cai sempre na primeira segunda de maio. Este ano, portanto, cai no Dia 07 de maio. Segunda-feira.

Definição simplista:
DDN não é contra o trabalho. É contra o trabalho desprazeroso, mecânico, robotizado, escravo.
Questiona a mais-valia e o lucro, sob todos os ângulos e hipóteses.
Descrê do progresso industrial e do uso da tecnologia eletrônica como evolução da espécie.
Ri do processo civilizatório.

DDN não é para NÃO fazer nada. O desafio, aliás, e este. A idéia é: fazer nada.
Tudo é trabalho. Tudo dá trabalho. Trabalho, em física, é a energia gasta por um corpo para se movimentar entre dois pontos. Portanto, enquanto o coração bater, existe o trabalho. E a idéia do Nada e do Vazio colocada em movimento como uma ação não cartesiana, melhor, como poética, é a questão.


Constatação
Por causa do Efeito Estufa, gerado pela emissão descontrolada de gases poluentes na atmosfera, principalmente CO2, a temperatura do Planeta está se elevando. O clima está se alterando, as estações do ano perderam suas definições. As águas de março ainda não chegaram e, mesmo em maio, o verão ainda não foi fechado.

O paradoxo quente
Voltemos à Física: se as partículas ficam em movimento constante, em atrito permanente, a velocidades cada vez maiores, então os corpos tendem à combustão, gerando cada vez mais calor. Esquentando mais, faz-se necessário, na nossa sociedade de mercado, um maior uso de refrigerador, ventilador, ar-condicionado, enfim, não queremos abrir mão do conforto industrial que deus nos deu, certo? Acontece que isso acaba gerando um maior gasto de energia, aumentando, assim, o calor. E Eis, assim, montado o paradoxo que nos coloca, a todos, dentro de um circuito vicioso cujo fim não precisamos de nenhuma lâmpada mágica para adivinhar seu desfecho.

Visão crítica
Para Al Gore e para os mercadores da vida o desastre ambiental representa Eco_dólares. E se aproveitam do calor que está fazendo para ganhar mais dinheiro vendendo ventiladores. Ou fazendo projetos mirabolantes como a construção de guarda-sóis no espaço, sucção do CO2 da atmosfera usando como depósito as reservas exauridas de petróleo, etc. Fazem acreditar que a tecnologia de ponta pode resolver o problema do desastre ambiental e que podem resolver o problema mundial por cada um de nós. No máximo, propõem a troca do uso de produtos mais poluentes, por outros, novos, modernos e "ecológicos". Como se o material usado na fabricação desses produtos e o lixo dos outros, descartados, não interferisse, ainda mais, no problema ambiental.

O que é preciso pensar, em primeiro lugar, é que nossa cultura foi toda construída sobre os alicerces do domínio à natureza. E nunca de integração. O homem civilizado, ocidental, greco-judáico-cristão, sempre viu a si próprio como alguém na paisagem, mas nunca como alguém da paisagem. A natureza sempre lhe foi o fora. E o dentro sempre foi aquilo que ele construiu para vencer a natureza, chegando ao ponto que estamos vivendo agora, que é a de perder todo o contato e relação com ela e recebendo de troco um delicioso "tchau, humanidade, vocês são uns chatos".


Proposta do DDN
Desmontar o discurso catastrofista dos apocalípticos que lucram com a miséria humana (neopentecostais, niilistas de plantão, comunistas endinheirados) e dos conformistas que acham que "isso não vai mudar nunca", já é uma maneira de tornar o problema menos insolúvel. Deter imediatamente a voracidade consumista, então, já é caminhar, a passos largos, em direção de um outro tipo de relação do homem com a natureza. Isto é, de integração e harmonia.
Mas não basta apenas desligar o ventilador durante quinze minutos e ficar de braços cruzados, com tédio e raiva, passando calor. É preciso que o espaço e o tempo sejam utilizados de maneira criativa e lúdica como resposta vital a esse modo de viver que nos quer reféns do impulso de morte. É possível utilizar a as energias emanadas pela própria natureza, a nosso favor, sem ter de gastar um centavo por isso. Ao contrário, para nos humanizar através delas.
E o que nos torna mais profundamente humanos é a nossa capacidade de compreender a realidade e rir, quando, ao invés de nos lamentar pela situação ou de nos perder em abstrações intelectualizadas, agimos.

Questão concreta
Para o DDN, tanto quanto para a filosofia oriental e para a cultura indígena, agir é não-agir. É deixar acontecer. Como na Capoeira de Angola. Como no Judô. Usar a força, o impulso e o movimento do oponente, contra ele próprio. A nosso favor.
O devir do vento, portanto, que dá movimento a essas palavras. Não só a hélice do ventilador, no caso acima descrito, para combater o calor. Mas a vela do barco. Aqui, brincando com as folhas soltas das palavras da árvore-idéia, como uma aposta no lúdico.

Recado dado
Semana passada, na casa do Jarbas Lopes – que tem uma chácara em Maricá, cujo limite de sua propriedade é uma falésia, um corte abrupto na faixa de terra, que dá diretamente em uma lagoa formada por uma cadeia de montanhas, perto de Niterói – veio a solução do paradoxo do ventilador, que me assaltava desde que comecei a pensar em um tema para o DDN deste ano. Ou seja, o que propor para alguém fazer no lugar do ficar embaixo do ventilador desligado?
Foram as próprias crianças, sobrinhas e filhos do Jarbas, quem resolveram o problema. Não que elas soubessem de toda essa elaboração mental. Não é isso. O que aconteceu foi que havia várias redes de dormir – com mosquiteiro e tudo – lá e as crianças pediram ao Jarbas para dormir fora de casa, nas redes, dependuradas na árvore que fica perto da falésia. E foi uma festa. Amarramos umas seis redes na árvore e passamos a noite lá, entre a brisa que suavizava o calor que fazia e a paisagem imponente, ao longe. Sons, só de coruja, de vez em quando, e causos, que foram contados até as crianças pegarem no sono.
Como um recado dado, o DDN me apareceu com essa idéia pronta. E eu só tive o trabalho de contar o que aconteceu, embalado pelo vento.

sexta-feira, abril 27, 2007

domingo, outubro 22, 2006

Dia do nada alemão...

I’M BUSY
Oct 13th, 2006 – Jan 7th, 2007
GAKGesellschaft für Aktuelle Kunst Bremen
Teerhof 21, D-28199 Bremen
T +49 421 500 897, F +49 421 593 337
office@gak-bremen.de
http://www.gak-bremen.de/

Opening hours: Tue–Sun 11 am–6 pm, Thu 11 am–9 pm, Mon closed

Particular opening hours: December 24th, 25th, and 31st, 2006 closed
December 26th, 2006 and January 1st, 2007, opening hours: 2 pm–6 pm

Francis Al˙s (B) \ John Baldessari (USA) \ Alice Creischer/Andreas Siekmann (D) \ Josef Dabernig (A) \ Matthias Klos (A) \ Aernout Mik (NL) \ Jean-Luc Moulčne (F) \ Adrian Paci (AL/I) \ Danica Phelps (USA) \ Reinigungsgesellschaft (D) \ Corinna Schnitt (D) \ Markus Seidl/Elisabeth Schimana (A) \ Antje Schiffers (D) \ Annette Weisser/Ingo Vetter (D)

“Life without work,” psychoanalyst Sigmund Freud writes, “is something I can’t really comfortably contemplate. For me, fantasizing and work go together; nothing else amuses me.” “Ne travaillez jamais–work? Never!” Over fifty years ago this slogan, attributed to the Situationists, described precisely the opposite: the “truly revolutionary problem,” e.g. leisure time. The founding members of the French Situationists knew what they were talking about: “Since we have spent several years literally doing nothing we can justifiably define our attitude towards society as avant-garde. In a society still based on work, we have seriously endeavoured to dedicate ourselves exclusively to leisure time.”

Is life without work conceivable? Profession, career and perhaps self-fulfilment are models that are still incontestable on the one hand, and are beginning to crack on the other – but are nevertheless based on a common principle: Work is understood as productivity that is visible and can be converted into capital. And what is the opposite of this work? It seems to be irreconcilably opposed to idleness, leisure or self-determined activity, everyday occupations, necessary, meaningless or self-chosen actions. Are they reluctantly accepted accessories to effectiveness, the germ cell of identity formation, an evil necessity for the regeneration of what really counts–i.e. the ability to work–, or are they the paradisiacal realm of freedom?

The notion of the artist as personified idleness has persisted to this day. Yet the image of the autonomous artist in his solitary studio belongs to a romantic-bourgeois past. In this new conception, work is becoming increasingly indistinguishable from creativity. Hierarchies are disappearing in favour of responsible self-organization.

The exhibition focuses on discussions revolving around the concepts of work and leisure and on the way society evaluates them, particularly from the point of view of how those evaluations affect art. The wide range of art projects begins with John Baldessari’s statement “I’m making art” of the year 1971, arising from the core of the essential artistic issue in the studio: What is the relationship between what one does and what one produces?

Curator: Gabriele Mackert

CATALOGUE
An accompanying catalogue (English/German) documenting the exhibition and essays by Elke Krasny, Roberto Ohrt, Ramón Reichert, Barbara Schröder, Holger Kube Ventura, and statements of the artists will be published.

LECTURES AND EVENTS

About the Idea of the Unconditional Basic Income
Ludwig Paul Häussner, University Karlsruhe
October, 19th, 2006, 7 pm

Afterwards
A Village Does Nothing
Presentation of the Project, Filmscreening and Discussion
With Elisabeth Schimana, Thomas Frey, and Ludwig Paul Häussner
October, 19th, 2006, about 8.30 pm

The Legend of the Artist as an Entrepreneur
Dr. Ramón Reichert, Culture and Media at the University of Art in Linz
November, 9th, 2006, 7 pm

The Totalitarity of Work?
Prof. Dr. Gerburg Treusch-Dieter, University of Berlin
November, 30th, 2006, 7 pm

Verflüssigungen. Lanes and Detours from the Welfare State to the Culture Community
Adrienne Goehler, author and curator in Berlin and Portugal
December, 14th, 2006, 7 pm

LOCAL DATES

If I had Time
Dr. Henning Scherf, retired mayor of Bremen
Meeting place: Stephani-Kirche, Stephanikirchhof
November, 12th, 2006, 4 pm

A Practical Lection of Faineance
OtiumWith Sophie Warning, Ludwig Sasse, Felix Quadflieg, Eberhard Plümpe, Zourab AloianMeeting place: Crossing Neuenlander Street / B75
December, 1st, 2006, 2 pm

FINISSAGE
January, 7th, 2007
Artist Talk with Antje Schiffers, 4 pmConcert with Christoph Ogiermann, violine and Michael Rettig, piano, 6 pm

COLLABORATION WITH:
Arbeitnehmerkammer Bremen (Chamber of Employees Bremen)
Heinrich Böll Foundation, Bremen

SPONSORS
Funded by the German Federal Cultural Foundation

The GAK (Gesellschaft für Aktuelle Kunst) is funded by the Senator of Culture of the Free Hanseatic City of Bremen.


enviado por Regina Vater


quinta-feira, setembro 21, 2006

Dia do nada em Bali


E. P. I. Zentrum
Europäisches Performance Institut





The 15th Performance Art Conference
NYEPI
15° Conferência de Performance Arte, 20 de Março em 2007 em Bali/Indonésia
°°°°°°°
A realização da habilidade “de ser um anjo” para qualquer um

Nyepi, Dia do Silêncio de Bali – Nyepi 2007 – aconteçe 20 de março, 2007

Há um resguardo a cada celebração de Ano Novo em Bali. Todos os espíritos malignos devem ser provocados por meio deste “Dia do Silêncio”

Conceito
Artistas da performance de todo o mundo serão convidados a participar do evento “Nyepi” de 24 horas.

Há duas formas opcionais de participar:
a- Os artistas viajam para Bali e realizam o evento em conjunto com os artistas da Indonésia e/ou outros visitantes presentes e participantes do projeto em qualquer local escolhido lá. Será um local fora da cidade pois a toda a vida na cidade será completamente interrompida. Nenhuma produção – nenhuma discussão – apenas silencie e seja o mais econômico possível em movimentos.
b- No mundo inteiro. Os artistas participantes realizarão um happening de 24 horas em seu país de residência,durante uma viagem,no local onde estiverem,a sós ou em companhia de outros. Isto também pode ocorrer junto com qualquer outro projeto,nas férias ou de qualquer outra maneira. Em qualquer potencial lugar no mundo onde estiver o artista participante. Este evento será e deve ser isócrono.
Por exemplo; 0:00 horas em 20 de março em Bali equivale a 16 hs de 19 de março no Reino Unido e 11horas em New York em 19 de março.
Um website será estabelecido para documentar o evento. Somente o nome dos artistas participantes e dos locais serão publicados.Nenhuma explicação, representação alguma, simplesmente os nomes e os lugares. Isso será fornecido por ASA-European / E.P.I. Zentrum
Fatos Filosóficos -

° O ser humano tem escolha apenas entre a compreensão e a ação, entre a verdade intolerável e a fraude lúdica; enquanto não finalizar o que ele, – com a ajuda das suas orgulhosas conquistas opera freneticamente: o fim do processo histórico, que significa a sua queda ou; se concedido,o início da era pretérito-histórica”. Cioran
° Reduzir a velocidade, renovar, silenciar, a suspensão no mundo inteiro durante apenas um dia, a calma através do movimento mínimo.
° John Cage: “A música em que foco não tem que ser chamada de música. Nada há nesta música que deva ser lembrado.Tema algum; apenas atividade de tom e silêncio”.
° Charrom anotou que ele reconhecia mais brouhaha e agitação em Florença nos últimos dez anos dos que no período de 500 anos em Graubünden (Cantão na Suíça), e concluiu que uma ordem civil (um política) só é duradoura quando é possível “silenciar e aliviar o espírito”.
° 29 de agosto,em 1952 o pianista americano David Tudor apresentou a estréia mundial de uma nova composição em Nova Iorque.Ele sentou-se ao piano de calda, fechou a tampa do teclado, permaneceu exatos 4 minutos e 33 segundos no seu instrumento e então abriu a tampa novamente.

Transformação de tradições – tornar-se tradição
Que a idéia e tradições culturais de “Nyepi” reluzam de Bali por todo o planeta.
Que esse dia deva ser apresentado enquanto performance anualmente, representando o primeiro dia intercultural de todos os povos do mundo.
Que Nyepi seja transformado - de um projeto genuinamente artístico em um projeto cultural.
Que todos os povos do mundo sejam convocados a ancorar e legitimar este dia em seus catálogos de leis constitucionais.
(ou ancorá-lo entre as várias formas existentes de leis constitucionais escritas,etc...)
Que se encontrem indivíduos, que busquem desdobramentos deste projeto em seus países.

Algumas breves informações sobre a cerimônia do Ano Novo em Bali:

Nyepi: Dia do Silêncio de Bali,no ano que vem é Nyepi em 20 de março,2007.
Cada religião ou cultura ao redor do mundo tem suas próprias maneiras de celebrar o ano novo.
Por exemplo, os Chineses tem o ano Imlek e para celebrá-lo tem, como eles dizem em sua própria língua, Gong Xi Fat Choy. As sociedades muçulmanas tem o seu ano Muharam,e qualquer pessoa no mundo que use o calendário Gregoriano celebra o Ano Novo em 1 de janeiro.
O mesmo ocorre também em Bali, porém os balineses usam diversos sistemas de calendário.Eles adotaram o calendário gregoriano para negócios e propósitos governamentais.Mas para a procissão infinita de dias sagrados, aniversários de templos,celebrações,danças sagradas, para construir casas,cerimônias de casamento,processos de morte e cremação e outras atividades que definem a vida balinesa, eles tem dois sistemas calendários.O primeiro é o Pawukon ( da palavra wuku significa semana) e Sasih ( que significa mês). Wuku consiste em trinta ítens iniciando em Sinta, primeiro wuku e terminando em Watugunung que é o último. O Pawukon;um calendário ritual de 210 dias trazido de Java no século 14,é um complexo ciclo de conjunções numéricas que fornece a agenda básica para atividades rituais em Bali.Sasih, um sistema paralelo de origem indiana, é um calendário lunar de doze meses que começa com o equinócio da primavera e é igualmente importante para determinar quando se deve prestar respeito aos deuses.
Os ocidentais abrem o Ano novo em festa, porém, em contraste, os balineses abrem o ano novo em silêncio. É o Dia Nyepi,o dia do silêncio balines,que cai no dia que segue a lua negra do equinócio de verão,e abre um novo ano da era Saka Hindu que teve início em 78 A.D.
Nyepi é um dia para se criar e manter o equilíbrio da natureza. Baseia-se na estória de quando o Rei Kaniska I da índia foi escolhido em 78 A.D. O rei era famoso pela sua sabedoria e tolerância para com as sociedades Hinduistas e Budistas.Naquele ano, Aji Saka fez Dharma Yatra (o tour missionário para promover e “pulverizar” o Hinduismo) pela Indonésia e introduziu o ano Saka.
A condução para o dia Nyepi é como segue:
Melasti ou Mekiyis ou Melis (três dias antes do Nyepi)
Melasti serve para limpar o pratima ou arca ou pralingga (estátua), com símbolos que ajudam a concentrar a mente para se tornar mais próximo a Deus.A cerimônia é conduzida para limpar a natureza e todo o seu conteúdo, e também para pegar a Amerta (a fonte da vida eterna) do oceano ou outras fontes de água (lago,rio,etc). Três dias antes do Nyepi,todas as efígies dos Deuses de todos os templos das vilas são levados ao rio em cerimônias longas e coloridas.Lá, elas devem ser banhadas pelo Netuno do Senhor balinês,o Deus Baruna,antes de serem levadas de volta para casa em seus templos.


Tawur Kesanga (véspera do Nyepi)
Exatamente um dia antes do Nyepi,todas as vilas em Bali realizam uma grande cerimônia de exorcismo no cruzamento da avenida principal, local de encontro dos demônios.Eles geralmente fazem Ogoh-ogoh (os monstros fantásticos ou espíritos malignos ou Butha Kala de bambu) para propósitos carnavalescos. Os monstros Ogoh-ogoh simbolizam espíritos malignos que rodeiam nosso meio ambiente e tem de ser livrados das nossas vidas.Os carnavais propriamente ditos acontecem em toda Bali depois do poente. Bleganjur, uma música de gamela balinesa acompanha a procissão.Algumas são gigantes extraídos de crenças clássicas balinesas.Todos tem garras, olhos esbugalhados e cabelo assustador e são iluminados por tochas.A procissão geralmente é organizada pelos Seka Teruna,a organização jovem de Banjar. Quando Ogoh-ogoh é tocado pelos Seka Teruna, todos reúnem-se em carnaval. De forma a criar uma relação harmônica entre o ser humano e Deus, ser humano e ser humano, e ser humano e seus ambientes, Tawur Kesanga é realizado em todos os níveis sociais desde a casa das pessoas.À noite,os Hindus que celebram Ngerupuk começam a fazer barulhos e tochas iluminadas pelo fogo e queimam o Ogoh-ogoh para tirar o Bhuta Kala,espíritos malignos, de nossas vidas.

Nyepi
No dia do Nyepi,todas as ruas estão tranquilas – não há ninguém realizando atividades cotidianas. Há geralmente Pecalangs (seguranças tradicionais balineses) que controlam e fiscalizam a segurança das ruas. Pecalang usam uniforme preto e um Udeng ou Destar (um chapéu tradicional de Bali que é usado em cerimônias). A tarefa principal dos Pecalang é não somente de zelar pela segurança, mas também de interromper qualquer atividade que atrapalhe o Nyepi. Nenhum tráfego é permitido, tanto de carros como de pessoas,que devem estar em suas casas. A iluminação é mínima ou nenhuma,radio out v são desligados e obviamente ninguém trabalha.Até mesmo fazer amor, esta tão primeira atividade de todos os tempos de lazer, supostamente não deve ocorrer nem tampouco ser tentada. O dia todo é preenchido simplesmente com alguns latidos de cães, zumbidos de insetos e é apenas um dia longo e quieto no calendário desta ilha que é senão frenética. No Nyepi, espera-se que o mundo seja limpo e que tudo se renove para começar de novo,com o ser humano simbolizando controle sobre si mesmo e a “força”do Mundo, apesar do obrigatório controle religioso.




A Visualização do Ser Anjo no âmbito do Ser Humano


° Ngembak Geni (o dia seguinte ao Nyepi)

Ngembak é o dia em que Catur Berata Penyepian termina e as sociedades hindus se visitam para perdoarem-se mutuamente e realizarem o Dharma Chanti. Dharma Chanti são atividades de leitura do Sloka,Kekidung,Kekawin,etc. ( escrituras antigas que contém música e letra).
Do ponto de vista religioso e filosófico, Nyepi é um dia dedicado à introspecção para que se tomem decisões a respeito de valores como por exemplo humanidade,amor,paciência,gentileza,etc.,que devem ser perpetuados. Os hindus balineses tem várias formas de celebração (alguns dias sagrados) porém o Nyepi é talvez o mais importante dia religioso e as proibições são levadas a sério particularmente fora do eixo turístico do sul.


With regards and big hope of participation



Boris Nieslony




Europäisches Performance Institut
ASA-European • Boltensternstrasse 16 V 6 • D - 50735 Köln • 0049-(0)221-245115
asabank@asa.dewww.asa.dewww.epi-zentrum.org

TRADUÇÃO: MARGIT LEISNER
PEÇO PERDÃO PELAS LETRAS QUE CORRERAM NO TEXTO E PELA FALTA DAS IMAGENS.
Quem quiser a tradução "original", mande-me um e-mail : pileggisa@gmail.com

domingo, setembro 10, 2006

terça-feira, agosto 29, 2006

quanta tecla para apertar!

finalmente agora VOCÊ poderá postar um comentário nesse blog!!Ha ha ha

segunda-feira, agosto 28, 2006

Partido do Ócio Criativo e +

Já stava me esquecendo do DIA DO NADA - o blog, quando, avisado por um amigo, lí o texto da Célia Musilli sobre o ócio criativo, no jornal FOLHA DE LONDRINA, e acabei postando o escrito aí embaixo.

Fui no orkut, digitei ócio e aparecerem 81 comunidades.... É gente que não faz nada, pra caramba! Dá para montar um partido. Ou uma facção dentro de uma estrutura partidária. Mas tanto esse papo, quanto mostrar o que tem de interessante (ainda não vi, nem li) no orkut, fica para uma próxima vez.

Gostaria de continuar as colaborações com o DDN durante o ano todo e não ter o que fazer na, sempre, primeira segunda de maio, que é quando se celebra o DDN, mas, putz, que trampo!

Então, vou fazendo como dá para ser feito.
recomendo dois blogs meus:
http://bocarra.blogspot.com - crítica política e social [onde vou falar do P.O.C. (partido do ócio criativo) ligado a N.Ó.S. (nova ordem sensorial) ligado ao PO5 (partido outros 500)]

e,

http://poesiatododia.zip.net
com meus poemas. Espero que gostem.

VIVA O ÓCIO CRIATIVO

Publicado originalmente na FLHA DE LONDRINA - 27 de agosto de 2006

por Célia Musilli (http://sensivelldesafio.zip.net)
Vou logo explicando: sou basicamente uma ''workaholic'' por contingência da minha função. Jornais hoje e a mídia de forma geral são fábricas de notícias, tudo rápido, urgente, sem parar. A ponto de o trabalho ser comparado a uma indústria, onde fazemos tudo em série. Sim, porque fazer jornal obedece a um processo sequencial até se chegar ao produto final. E este processo tem que ser eficiente e ininterrupto. Porém, como o jornalismo depende de idéias, discussões, críticas, acho esta dinâmica muito contraditória. Hoje, por exemplo, não faltam ''profetas'' decretando que a imprensa escrita está com os dias contados porque temos a internet. Então, para tudo temos que ter pressa, velocidade máxima, como se entrar numa competição de meios fosse mais importante do que discernir e preservar conteúdos.
Para quem se preocupa com o conteúdo, acho que a leitura de um texto profundo e inteligente ainda é mais prazerosa do que a da notícia em série. Ainda que a velocidade da informação seja, sem dúvida, um fator que soma pontos na disputa por leitores. Afinal, dizem que eles também estão cada vez mais ávidos por novidades. Mas será que não estamos ampliando o monstro da pressa sem tanta necessidade?
Sempre me coloco favorável ao que chamo de ócio criativo, parodiando o sociólogo italiano Domenico De Masi, porque a idéia da ocupação compulsiva não se encaixa no mesmo espaço das ocupações criativas. Quem trabalha com textos, palavras, discursos ou qualquer forma transformadora de pensamento não pode se comportar como um inseto operário. Se não temos tempo para elaborar, investir, refletir e se emocionar, o resultado será medíocre. Faço essas colocações sustentando minha opção pelo Partido do Ócio do Brasil (PDOB). Vocês estão surpresos com a novidade? Pensando que o PDOB é mais uma opção eleitoral registrada no TSE? Calma, ninguém está mal informado a menos de dois meses das eleições. O Partido do Ócio do Brasil é uma comunidade do Orkut, o site de relacionamentos que é um sucesso tem 20 milhões de usuários brasileiros porque acolhe democraticamente uma infinidade de idéias. Há desde grupos que discutem sonhos até os que são loucos por feijoada. E enquanto os gaiatos debatem quantos neurônios tem Hebe Camargo, os antenados falam em Coletivos Inteligentes, que são movimentos que reúnem pessoas em torno de novas ações comunitárias e ideológicas.
Então, eu que sou avessa aos partidos de verdade e me sinto órfã neste momento político do País, me ''filiei'' ao Partido do Ócio do Brasil para exercitar o raciocínio anarquista, uma opção e tanto para as pessoas criativas. E que fique claro, o ócio, no caso, é o oposto da preguiça, é fazer coisas porque se gosta.
O ócio criativo é para as pessoas que querem viver de bem com a vida, fazendo do trabalho um exercício de prazer e não um ato compulsório. Afinal, não somos máquinas, somos seres pensantes, emotivos e não devíamos viver contrariados, presos a cartões pontos e outros mecanismos que tolhem o gosto pelo que se faz. Planejamento é uma coisa, programação é outra. Quem gosta do que faz não precisa de grilhões nos pés nem viver como se estivesse acoplado a um chip de produção. Quem gosta do que faz não precisa ser escravizado pelo relógio, mas é capaz de pular da cama de madrugada para terminar uma tarefa importante para sua realização pessoal. Quantas idéias não nos fazem cócegas às 4 da matina? Para não perdê-las costumo deixar caderno e caneta na cabeceira, porque no dia seguinte o ''estalo'' não acontece ou nunca será o mesmo. O momento da criação é o único relógio ao qual obedeço prazerosamente.
Como toda trabalhadora, cumpro tarefas. Mas procuro não me amarrar somente às regras, transformando o trabalho em ''serviço''. Tem momentos na vida em que não quero ''servir'' mesmo para nada, apenas resgatar minha condição de ser vivente e contemplativo. Como um gato na janela ou uma garça no rio. Nestes momentos a criação tem saltos de qualidade. Acredito firmemente que o trabalho prazeroso é muito melhor do que o serviço obrigatório. Retomar esta verdade é tarefa difícil, mas não impossível. Trata-se de ''reconfigurar'' o mundo e suas relações em busca de qualidade de vida. Qualidade que pode significar uma pausa no cotidiano para jogar conversa fora, tomar café, dividir com os colegas uma caixa de chocolates, buscar alimento nos livros e nas revistas, explodir em risadas. Neste ponto, tenho a sorte de trabalhar com uma das equipes mais bem-humoradas da redação. Sem contar que, na vizinhança, temos Oswaldo Militão e Walmor Macarini, dois colegas que resguardam o clima do trabalho sem stress, fazendo animadas intervenções no expediente que seria muito mais tedioso sem aquela alegria que desbanca a burocracia. Qualidade de vida não pode ser ficção. Tem que fazer parte da realidade inventiva. No jornalismo, prefiro me debruçar sobre conteúdos do que produzir notícias como quem fecha latas de salsichas. Nem sempre é possível, mas insisto. Os conteúdos precisam ser valorizados antes que o mundo se transforme de vez numa indústria de idéias descartáveis como a modinha do último verão. Porque são idéias sem vitalidade ou sem chama criativa. E eu não sou do tipo que faz jornal para embrulhar o peixe.

terça-feira, maio 16, 2006

Ana Lucca - correspondente de Guaratuba






Guaratuba, 1 de maio de 2006.

Quando se paga pra não fazer nada a coisa é muito mais organizada. Não é de hoje que se descobriu a preguiça alheia como um ótimo negócio. O pessoal aqui em guaratuba não perdeu tempo nesse dia do nada...
Os severinos estavam a postos com suas redes. Desfilando as cores e os deliciosos hábitos nordestinos pelo litoral paranaense. Esse comércio do relax rendeu belas imagens como a árvore de redes, em plena avenida central, cercada por um muro todo colorido de panos...
Os serviços são os mais variados... desde um jovem peruano que, pasmem, escreve seu nome em um grão de arroz a preços simbólicos, até uma simpática engenhoca que é, ao mesmo tempo, veículo, forno à lenha e balcão de vendas... a pizzaria ambulante que conta ainda com um sistema de autofalantes: “olha a pizzaaaaaaaa”.
Teve até Plástico Bolha em doses terapêuticas. Com o impagável slogan: “Ta Nervoso, Aperte Bolha”. 2,5 m de saúde mental no 1,99 mais próximo de você...

sexta-feira, maio 12, 2006

Patrícia


foto: Carlos Bozzelli para a Folha de Londrina

ddn - cwb - e/ou - 2006 - CURITIBA


registros e imagens que rolaram no ddn na e/ou, com legendas:



- cartaz do gesto anulativo, performance de goto


















- tainhada










- da estética à embriaguez: work in pirinha & test drive






















- jogo dos sete erros















- pós-desconstrutivismo










- edições sobre cenas banais - estudo dos movimentos

- participaram do ddn - cwb - e/ou - 2006:Lourdinha, Lui, Cris Bouger, Claudia Washington, Ana González, Jaqueline Daher, Nena Inoue, Goto, e 4 tainhas. No meio do processo recebemos a visita das vizinhas Carmen Jorge e sua filha Ana Vitória. detalhe: o ddn rolou por aqui antes mesmo de inaugurarmos a própria e/ou...

deu na gazeta do povo, em Curitiba



DDN na capital paranaense, dia 02/05

quarta-feira, maio 03, 2006

ideologia da bagaça

Bem, o movimento gerou certas reflexões, este ano. Talvez pela presença do Cris e do Marcelinho, juntos. Talvez porque tenha caído em dia de feriado de 01de maio o DDN deste ano. Talvez porque é ano eleitoral e o troféu mosca morta agitou os ânimos críticos das pessoas que puderam votar livremente e usar o microfone para falar. Porque neste ano tinha aparelhagem para som e isto foi um grande diferencial em relação aos outros anos.

Algumas das reflexões se relacionam, evidentemente, com a questão do trabalho em nossa sociedade. Quando Cris propôs o emprego diário no trabalho, duas horas por dia, então foi detonado um processo dialético no evento, que superou a quantidade de pessoas que apareceram na frente do Banco do Brasil, no calçadão de Londrina, neste ano para ver e realizar o ócio.

Pensando nisso, preferi comemorar depois – já na saudação com a taça de vinho – o trabalho, segundo o conceito da física que diz que trabalho é a energia empregada por um corpo para se movimentar de um ponto A qualquer a um ponto B.
Ou seja, nesta concepção tudo é trabalho. E quando tudo está trabalhando, disso pode-se tirar uma constante e essa constante ser uma medida para Repouso.
Deixe-me explicar. Eu posso passar a vida empregando meu tempo em algo, trabalhando incessantemente, desde que eu tenha prazer e amor naquilo ao qual estou empenhado em realizar.
Um verdadeiro nadista não tem a intenção de ocupar ninguém em desenvolver máquinas de empregos que trarão o desenvolvimento e o progresso técnico a poucas pessoas que irão lucrar com isso, enquanto o planeta é violentamente degradado com mais poluição e doenças típicas de nossa sociedade industrial, consumista e capitalista. Ainda que seja para trabalhar duas horas por dia e passar o resto do dia na folga.
Aliás, por experiência própria, haja o que fazer quando se tem tanto tempo disponível para não se fazer nada!

Obviamente o Troféu Mosca morta foi para o presidente Lula, que ganhou de concorrentes fortes, como o prefeito, ou sindicatos que oferecem promoção de brindes e shows musicais para atrair os trabalhadores em manifestação do Dia do Trabalho. Houve discursos emocionados, chamando empresários e políticos de vagabundos, mas para quem está propondo um evento para saudar a vagabundagem, na hora do meu voto, fiz questão de lembrar que a maioria desses que estavam sendo chamados de vagabundos eram homens que trabalhavam, de fato, muito. Pessoas que acordam cedo, que dormem tarde, não tenho dúvidas. E que, de morto, eles nada têm. Ao contrário, se deixarmos as coisas caminharem no sentido que eles pretendem, quem vai acabar morrendo somos nós, que não somos tão espertos. O problema dessas pessoas, simplesmente, recai no fato de que seus interesses são contra os interesses da maioria da população. E por isso são nefastos.
Mas que, ali, um grande vagabundo era eu mesmo. E me orgulhava disso. Não acho que o Lula mereça meu voto. Menos ainda esses safados da direita ou da esquerda. O que penso é que devemos parar de acusar tanto essa grande geografia do poder e tentar unir forças que se encaminhem para algumas mudanças de atitudes no comodismo geral. Aprendemos a reclamar e agora precisamos aprender a propor soluções, também. Uma dessas propostas é a de não deixar o movimento ser apenas um evento que acontece anualmente, sem compromisso por parte das pessoas, aparecendo quem quiser, em um local combinado, achando graça não fazer nada. Isso é imbecil! É o contrário disso o que se deve propor. É a união de esforços para se afirmar enquanto veiculo de comunicação de um certo tipo de mensagem. De um certo tipo de se fazer política. De influenciar as opiniões. De procurar pactos, união de gente que pensa e sente como a gente. Usando as armas que se tem às mãos. Lutando durante 365 dias no ano. Esse papo de que o Dia do Nada é alienado. Ou, pior, que é um evento de artistas, não tem a ver com nossa proposta.
A diferença, é que o DDN aposta nas fissuras do sistema para se espalhar, para se expandir, para continuar sua contaminação, para envolver as medulas da ideologia dominante do trabalho. E não do confronto direto, porque isso seria a cooptação do que há de mais interessante em nossa maneira de agir, que é a ironia e a consciência crítica da realidade. Sórdida realidade.

terça-feira, maio 02, 2006

LONDRINA 01 - na prefeitura








Rubão, depois de falar sobre o dia do nada na manifestação do dia do trabalho














As musas do sindserv segurando um folhetinho nosso e fazendo pose para foto.





A mosca morta se espalhando no meio da multidão.

LONDRINA 02 - B.B.






Rubens e Iza, na hora da massagem, de um dia do nada de sol.














Erika, mostrando genitais vegetais e outros sinais;
Marcelinho só de butuca



Cris, incorporando um Eshu politizado e irado, de saia azul e bicicleta cor-de-rosa.

BELÉM





Seguinte, não deu pra ir pra Salvaterra fazer o que tinhamos programado por la.
Fizemos (eu e Marcia Mendes) um City tour na tarde chuvosa de Belém - ai vao as fotos

P.S. - algumas das ótimas fotos de "NADA" que valem, em seu conjunto, uma exposição.

CORNÉLIO PROCÓPIO




























Salve Rubens!Curtimos bastante em fazer os depósitos com NADA dentro.valeu.Um abraço.

S.Marcos, Vanda Di Carmine e Larissa.

folha de londrina

PERFORMANCE - Viva o 'ócio criativo'

O Calçadão de Londrina serviu de cenário, ontem, para mais uma edição do ‘Dia do Nada’, happening artístico e irreverente
Por Nelson Sato
A estudante se aproxima, senta-se no banco da praça e logo é abordada pelo repórter. Você vai participar? Como é que participa? Não fazendo nada. Ah, então eu vou participar. E já estou com vontade de dormir.
Não é a primeira vez que a curiosidade levou a universitária londrinense Patrícia Magalhães a dar uma espiada no ''Dia do Nada'', o happening que o artista plástico Rubens Pillegi Sá idealizou com o objetivo de celebrar o ócio criativo na primeira segunda-feira do mês de maio. Ela conta que também ''deu uma conferida'' na edição do ano passado. No ano passado, aliás, a iniciativa deu o que falar terminando até em xilindró para alguns ativistas. Motivo: eles resolveram tirar a roupa em plena Praça Rocha Pombo. ''A nudez já está incorporada ao Dia do Nada. Hoje vamos responder à polêmica com arte'' diz Pilegi, referindo-se à exposição de desenhos de nus e fotos da genitália de espécies animal e vegetal que seriam montadas até o final da tarde.
Ontem, a manifestação foi realizada no Calçadão central, em frente ao Banco do Brasil. ''O Dia do Nada é um espaço de resistência. Apesar da repressão, não vamos deixar a coisa esmorecer'' completa Pilegi, enquanto outros simpatizantes da causa chegam aos poucos espalhando-se pelas redes de dormir e em volta do sistema de som. A batida preguiçosa do reggae domina a trilha sonora.
Um dos presentes, Cris, é figura conhecida no campus da UEL. Ele faz parte do coletivo da Rádio Marola, uma estação móvel que se instala diariamente ao lado do Restaurante Universitário durante o horário do almoço. Convidado para participar do hapenning no Calçadão, ele aproveita para divulgar as propostas da emissora ambulante. ''A idéia é ambientalizar sonoramente o espaço com música, críticas e recados das pessoas'' diz. É o que pretende fazer também no Centro da cidade, trajando uma saia azul.
Participam ainda do auê anarquista a ambientalista Suzana Rockembach, os artistas plásticos Erika e Leonardo Benatto e o servente de artista plástico Marcelo Henrique. Para acalmar mais os ânimos, Pilegi oferece suco de maracujá e anuncia que logo haverá sessões de massagem aos interessados. Como é feriado, poucos transeuntes passaram pelo Calçadão durante a manifestação.
Atraído pela concentração de pessoas que começava a se formar no local, o balconista Alexandre Machado olha desconfiado sem entender o que ocorre a poucos metros da farmácia onde dá plantão. ''Tem pouca gente ali. Acho que eles precisam de mais participantes, de mais apoio, senão não vão conseguir chamar a atenção'' observa ele, após ser informado do que se tratava. O happening estava previsto para acabar às 18 horas. Uma filipeta distribuída aos passantes resumia o pensamento da trupe: ''Quem inventou o trabalho, não tinha o que fazer''.

segunda-feira, maio 01, 2006